O governo do Paraná fechou acordo com a APP-Sindicato – que representa professores e funcionários de escolas públicas – e decidiu manter as regras atuais para a contratação de professores temporários para 2020. Pelo acordo, a Secretaria de Estado da Educação deve prorrogar os atuais contratos de professores para o próximo período letivo, sem a realização de novas provas ou bancas de avaliação. A medida beneficia 20 mil professores contratados através de Processo Seletivo Simplificado (PSS), que atuam em 2,1 mil escolas estaduais. Com o acordo, a categoria decidiu no sábado encerrar em definitivo a greve que havia sido suspensa temporariamente em 13 de julho. A informação é do portal Bem Paraná.
Segundo o líder do governo na Assembleia, deputado Hussein Bakri (PSD), eventuais mudanças na contratação via PSS só serão implementadas a partir de 2020. “Nesse caso específico, a Seed terá mais tempo para aprimorar um novo modelo de contratação, e os professores do PSS poderão continuar o seu trabalho normalmente até metade do ano que vem”, explicou Bakri.
Um grupo de trabalho permanente será montado, integrado por representantes da Secretaria de Educação e APP-Sindicato. O objetivo é discutir em encontros mensais o novo modelo de contratação via PSS, que será adotado a partir de 2020, além do próximo concurso público para professores e funcionários de escolas estaduais. Segundo a Pasta, recorre-se à contratação via PSS para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público para preencher vagas existentes no Estado. O governo também se comprometeu a anunciar, ainda este mês, a autorização para a implantação de promoções e progressões de professores e funcionários da educação básica.
Em assembleia realizada no sábado (10), a direção da APP avaliou como positivo o andamento das negociações e da pauta com o Executivo. “Haverá um debate com a Seed, ainda este mês, onde cobraremos a eleição de diretores no mês de novembro, a distribuição das aulas em dezembro. Seguiremos cobrando item a item do que é a nossa pauta”, explicou o presidente do sindicato, Hermes de Leão.
Segundo a APP, uma questão que permanece em aberto é a forma de reposição das aulas do período de greve. De acordo com a entidade, continua o debate sobre a retirada das faltas das greves gerais do dia 15 de maio e de 14 de junho.
