A concessionária Ecovia, que administra a BR-277 no trecho Curitiba-Paranaguá e ligações com as praias do estado – joias da coroa do Anel de Integração -, está finalizando com a força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba negociação para uma delação premiada em que promete contar como operacionalizava pagamentos de vantagens indevidas para agentes públicos em troca de favores, dentre os quais os generosos reajustes tarifários e a supressão de obras. As negociações foram reveladas pela revista Época deste final de semana.
A Ecovia é uma das 11 empresas da holding EcoRodovias e que detém outras importantes concessões Brasil afora, como a rodovia São Paulo-Santos (Imigrantes), a Ponte Rio-Niteroi e trechos da movimentada BR-101, assim como negócios portuários. No Paraná, além da Curitiba-Paranaguá, participa do consócio Ecocataratas, que administra o trecho da BR-277 entre Guarapuava e Foz do Iguaçu.
A delação, quando (e se) for homologada pela Justiça Federal (provavelmente no âmbito da 22.ª Vara Criminal de Curitiba, onde correm ações penais referentes à Operação Integração), destina-se a evitar que a empresa seja declarada inidônea e impedida de firmar contratos com o poder público, seu maior cliente. Segue o mesmo caminho das concessionárias irmãs, como a CCR/Rodonorte e outras gigantes do setor.
A página da EcoRodovias na internet publica o Código de Ética da empresa, assim apresentado:
A atuação do Grupo EcoRodovias é pautada em princípios éticos de prestação de contas, transparência, justiça e equidade, compromissos que fazem parte do Programa de Ética e Integridade Empresarial da companhia.
O documento visa orientar as ações e decisões dos colaboradores e dos demais públicos com os quais o Grupo se relaciona, de forma a reforçar práticas éticas e conduta condizente com os valores da EcoRodovias.
A íntegra está aqui: https://www.ecorodovias.com.br/etica-e-integridade

Xi……….vem coisa braba por aí.
Tem ex políticos se borrando nas calças.