Escola sem partido, política sem corrupção

O vereador Professor Euler foi o relator do projeto “Escola sem Partido” apresentado no ano passado à Câmara Municipal e rejeitado. A proposição era idêntica a todas as outras que foram votadas Brasil afora, tanto nas câmaras de vereadores quanto nas assembleias legislativas e no Congresso Nacional.

De inspiração de correntes evangélicas e de segmentos da direita, o “Escola sem Partido” trazia uma série de limitações à atuação do magistério e à opção de escolas confessionais – uma espécie de mordaça com fundo ideológico e religioso incompatível com o mundo moderno. Trazia a obrigação de que em todas as escolas e salas de aula fossem colocados cartazes para lembrar os professores das regras a serem cumpridas.

O relatório de Euler foi contrário à aprovação do projeto, mas acabou sendo útil para que ele formulasse outro praticamente com a mesma estrutura, mas com conceitos bem mais amplos e de significado mais do que atual nos dias que correm no Brasil.

No fundo, o trabalho de Euler foi pegar o trabalho original e onde estava escrito “escola sem partido” substituiu por “política sem corrupção”.

Na justificativa ao projeto, o vereador (professor de Física) lembra que o Programa Escola sem Partido previa a afixação de cartazes “nas salas de aula das escolas para lembrar aos professores quais são seus deveres e vedações no exercício do magistério” – inspiração que ele usou para criar obrigação parecida, porém visando não apenas aos professores mas a todos os agentes públicos.

“Enquanto um professor doutrinador realmente pode prejudicar a vida de alguns alunos, um político corrupto prejudica num só ato a vida de milhares ou até milhões de pessoas”, escreveu Euler, complementando a ideia de também afixar “cartazes nos gabinetes dos agentes políticos contendo de forma explícita e evidente as vedações no exercício do cargo”, de forma a “lembrar diariamente os integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo acerca do comportamento ético e moral que se espera deles.”

Veja aqui a íntegra do projeto do vereador-professor Euler:

Política sem Corrupção (1)

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