O empresário Celso Frare se comprometeu a devolver aos cofres do governo do estado a importância de R$ 14.071.834,44 como parte das condições estabelecidas no acordo de delação premiada que firmou com o Gaeco, no âmbito da Operação Rádio Patrulha. O acordo foi homologado pelo juiz Fernando Bardelli Fischer, da 13.ª Vara Criminal de Curitiba, na quinta-feira (16), conforme o Contraponto revelou em primeira mão no mesmo dia.

Frare foi um dos empresários que venceram a licitação promovida pelo governo Beto Richa (primeiro mandato) para locar máquinas e equipamentos para o programa Patrulhas do Campo e que teriam pago propinas para integrantes do grupo político do ex-governador.

Na época ele o principal executivo da Ouro Verde Locação e Serviço S.A., mas deixou a administração da empresa desde que, em setembro de 2018, foi preso pela Operação Rádio Patrulha. Em nota de esclarecimento endereçada ao blog, a Ouro Verde informa que “tomou a firme decisão de prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades sempre que solicitadas oficialmente e que Sr. Celso Frare não integra a administração da empresa desde setembro de 2018.”