No mesmo dia em que ocorreu a prisão (sexta-feira, 25), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, aplicou uma vacina para evitar que a defesa do ex-governador Beto Richa recorra outra vez diretamente ao ministro Gilmar Mendes para livrá-lo. Em Reclamação (veja abaixo) dirigida ao presidente do STF, Dias Toffoli, Dodge lembra que no entendimento da PGR todos os atos processuais – incluindo pedidos de liberdade – devem ser dirigidos ao ministro Luiz Roberto Barroso, escolhido por sorteio para conduzir as operações Integração I e II.
Em setembro do ano passado, quando cumpria prisão provisória decorrente da Operação Rádio Patrulha, Beto Richa recorreu diretamente ao ministro Gilmar Mendes para obter o habeas corpus que o livrou da detenção e proibiu a decretação de novas prisões por fatos conexos. O argumento da defesa do ex-governador era o de que, por Gilmar ter sido relator da ADPF que proibiu conduções coercitivas – comparáveis, pelas circunstâncias, àquela temporária – caberia a ele julgar o habeas.
Depois disto, no entanto, o STF escolheu o ministro Luz Roberto Barroso como relator dos inquéritos das operações Integração. Logo, eventual pedido de soltura impetrado no âmbito do STF só pode ser examinado por Barroso, argumenta Raquel Dodge.

Ahã! O piloto sem pit stop!