Delegados insistem em reajustes iguais e falam em “crime de responsabilidade”

O secretário da Fazenda no segundo mandato de Beto Richa, Mauro Ricardo, dizia que, em meio à crise financeira do estado, havia “ilhas de prosperidade”. Referia-se ao Judiciário, Ministério Público, Assembleia, Tribunal de Contas e Defensoria que, a despeito da penúria orçamentária do Executivo, recebiam gordas fatias da arrecadação – quase 20% de toda a receita estadual.

Mauro Ricardo pegou briga. Quis se apropriar de recursos que esses poderes aplicavam na ciranda financeira enquanto o Executivo ficava sem dinheiro para prover obrigações básicas, como saúde, educação, segurança e investimentos em infraestrutura. Ou para fazer reajuste salarial dos servidores públicos do Executivo, que ainda hoje amargam quase cinco anos de congelamento – sacrifício que não foi imposto aos trabalhadores das “ilhas”.

Mauro Ricardo voltou para São Paulo, mas agora surge uma nova investida contra isso tudo: sindicatos e associações que congregam delegados da Polícia Civil firmaram documento nesta segunda-feira (16) em que pedem “urgentes providências” do governador Ratinho Jr. para que vete os projetos de lei aprovados pela Assembleia Legislativa concedendo reajustes salariais diferenciados para os demais poderes e/ou aplique os mesmos índices para os servidores do Executivo.

O documento, já protocolado no Palácio Iguaçu e dirigido ao governador, fala que tanto a desobediência à isonomia entre servidores quanto os repasses orçamentários para os demais poderes são ilegais e podem caracterizar “crime de responsabilidade”. De acordo com o ofício, em oito anos o Executivo transferiu em excesso R$ 11,5 bilhões aos outros Poderes.

Veja o documento:

3 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns aos Delegados, acho que eles deveriam organizar o levante dos servidores do executivo. Os professores são muitos, mas não tem CANETA. Os Delegados sabem onde o calo aperta, os servidores da Fazenda também estão cansados de prover essa injustiça.

  2. O Ratinho se acovardou! Não tem coragem para enfrentar o corporativismo do legislativo e do judiciário. E além disso paga milhares de cabos eleitorais comissionados na Casa Civil e no Meio Ambiente. Enquanto isso, você, cidadão, enfrenta falta de segurança, fila nos postos de saúde e escolas com banheiros imundos.

  3. Já escutei essa história de tentativa de intimidação quando tentaram mexer nessa patifaria dos repasses… Se procede ou não, não sei. Mas quem foi o “jênio” que botou o FPE na conta? Resposta: PESSUTI.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui