Delata, Fanini, delata!

Se é que já não o fez, Maurício Fanini só tem uma alternativa para não ser condenado pesadamente pelos crimes sequentes que cometeu durante sua gestão como diretor da Educação: corrupção ativa e passiva, peculato, obstrução de justiça, lavagem de dinheiro… Somadas, as penas podem chegar a 40 anos ou mais de cadeia.

Ele vai querer correr este risco?

Como já não tem esperança de que antigos amigos possam socorrê-lo (“não tenho compromisso com erro”, já disse Beto Richa), o jeito é tratar de salvar a própria pele, nem que isto signifique graves prejuízos judiciais, políticos e de imagem para todos os demais.

A prisão de Fanini neste sábado (16) acaba sendo um facilitador para que ele recorra ao instituto da colaboração premiada. Preso, pode alegar aos “amigos” que ficou sem alternativa se não a de revelar a participação de cada um no esquema da Quadro Negro., que deu prejuízo de R$ 20 milhões aos cofres públicos e deixou pelo menos seis mil crianças sem as escolas que deveriam ter sido construídas.

Se já delatou e se já teve os termos de sua colaboração aceitos pelo Ministério Público, será solto em poucos dias. A prisão de ontem foi apenas para cumprir o teatro de que ele próprio precisava para justificar a própria delação. É assunto para se conferir em breve.

 

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