Ela disse que já viu Jesus Cristo numa goiabeira; pregou que os meninos devem vestir azul e as meninas, rosa; é crítica dos desenhos animados do Pica Pau e Popeye; já se apresentou como mestre em Direito e Educação (sem ter a titulação); e afirmou certa vez que o que mudará o Brasil não é a política, mas sim a igreja. Essa é, em poucas linhas, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo Bolsonaro, a paranaense Damares Rodrigues Alves.

Nascida em Paranaguá, ela poderá receber o título de cidadã benemérita do Paraná se for aprovado projeto de lei apresentado nesta segunda-feira (10), na Assembleia Legislativa, pelo deputado Delegado Francischini (PSL), ex-secretário da Segurança Pública. Na justificativa, o parlamentar escreveu que Damares desenvolve amplo trabalho “em prol da proteção das mulheres, da infância, do combate à pedofilia e da promoção dos direitos humanos”.  Todavia, não há na justificativa menção a trabalhos realizados pela pasta da ministra no Paraná.

Damares graduou-se em Direito e Pedagogia pela Faculdade de Direito de São Carlos (SP) e pela Faculdade Pio Décimo, respectivamente, e foi pastora da Igreja do Evangelho Quadrangular e da Igreja Batista. Era assessora parlamentar, em Brasília, antes de virar ministra do governo Bolsonaro. No Estado de Sergipe, onde morou, ajudou a fundar o Movimento Nacional Meninos e Meninas.