(por Ulisses Iarochinski, jornalista) – Tenho visto vários anúncios sobre 150 anos de imigração polaca NO Brasil….Não! Não são 150 anos de Brasil, como estão começando a comemorar, mas apenas a do grupo de Brusque-Curitiba.

A imigração polaca tem muitos mais anos no Brasil.

Pelo menos 178 anos, já que em 1841, chegaram 200 famílias polacas no Espírito Santo… portanto, muito mais que as 16 famílias silesianas de Sixteen Lots em Brusque-SC.

Se a questão é comemorar, por que ignorar o grupo de 13 pessoas que chegou, em Joinville, em 1851, junto com Hieronim Durski?

Afinal, Durski não é o pai da educação polaca no Brasil?

Se a questão é comemorar, por que ignorar a presença do primeiro polaco a pisar em terras brasileiras?

Não, não foi o almirante Arciszewski da invasão holandesa.

Foi sim, o tradutor de várias línguas do oriente, o polaco de origem judaica Kacper de Poznań, que estava na expedição de Pedro Álvares Cabral, que oficializou o descobrimento de 1342, de Sancho Brandão (conforme atesta carta do rei de Portugal Afonso IV ao Papa Celestino VII guardada nos arquivos do Vaticano), como terras de Portugal. Kacper também era conhecido como Gaspar da Gama.

Esse é o problema de “doutos” e autoridades. Eles convencionam datas históricas, segundo seus interesses e convicções ideológicas, passando por cima de provas irrefutáveis.