Com lance de R$ 259 milhões, Evangélico agora tem outro dono

O Consórcio R+, com sede em Montes Claros (Minas Gerais) foi o vencedor do leilão conjunto do Hospital Evangélico e da Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná. Deu lance de R$ 259 milhões para ficar com duas das mais tradicionais instituições do estado, fundadas pela Sociedade Evangélica Beneficente (SEB) em meados do século passado (o hospital) e na década de 1970 (a faculdade) graças, sobretudo, à iniciativa do médico Daniel Egg.

Afundado em dívidas inicialmente calculadas em mais de R$ 600 milhões, a maior parte trabalhistas, mas também com fornecedores e bancos, o hospital vinha sofrendo graves problemas para se manter em funcionamento. Filantrópico, 95% de suas receitas provinham de serviços prestados ao SUS – que, como se sabe, paga por tabelas irrisórias.

Os problemas se agravaram, porém, pela má administração e pelo escancarado uso político do hospital quando deixado sob o comando de um ex-deputado federal que dizia representar uma das denominação evangélicas que constituíam a SEB.

O Consórcio R+, que venceu o leilão, é formado pelo Consórcio Única Educacional (com sede em Brasília) e pela empresa Ambar Saúde (Belo Horizonte). Pelas regras estabelecidas pela Justiça Trabalhista – que conduziu o certame – 20% do valor serão depositados à vista dentro de 48 horas. O restante será parcelado em 60 prestações mensais.

A maior interessada na aquisição, a Universidade Mackenzie, de São Paulo, fundada pela igreja Presbiteriana em meados do século 19, deu lance pouco menor e fico de fora.

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