Os três senadores do Paraná foram em caravana visitar o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, em defesa de uma causa nobre e humanitária. Alvaro Dias, Oriovisto Guimarães e Flávio Arns foram pedir ao ministro esforços oficiais do governo brasileiro para que seja repatriada a garota Naomi Ghisi, agora com quatro anos, que em novembro de 2017, foi levada para Paris – onde nasceu – em razão de uma decisão equivocada da justiça francesa atendendo a pedido do pai da criança.

A mãe, a professora curitibana Valéria Ghisi, voltou para o Brasil em 2016 após sofrer agressão doméstica do ex-marido, que chegou a ser preso pela polícia francesa, trazendo consigo a filha, com a devida autorização do pai. Entretanto, logo depois ele ingressou com ação perante a Justiça da França e estranhamente obteve autorização das autoridades brasileiras para que mãe e filha retornassem. Valéria foi conduzida à força pela Polícia Federal ao aeroporto Afonso Pena para embarque para Paris e, ao chegar, foi presa pela gendarmeria sob acusação de que teria sequestrado a própria filha.

A justiça brasileira já reconheceu o direito de Valéria de trazer a filha de volta (hoje sob a guarda do pai), mas até o momento, em razão da inércia do governo brasileiro, a situação permanece a mesma. O caso já foi parar na ONU e inspirou até a criação de um grupo de mães brasileiras que enfrentam o mesmo sofrimento.

Como se trata de uma questão que deve ser resolvida entre os dois governos, envolvendo os respectivos poderes executivo e judiciário, a esperança que resta agora é que o ministro Sergio Moro tome iniciativas para resolução definitiva do caso. As providências extrapolam a capacidade de ação individual das famílias.

Moro demonstrou conhecer o assunto e se prontificou perante os três senadores paranaenses a agir no sentido de resguardar o direito da mãe de ter a filha de volta.

O deputado federal Gustavo Fruet, também presente na audiência com Moro, deve apresentar nos próximos dias um pedido de informações visando a esclarecer falhas de interpretação e omissão das autoridades brasileiras frente ao caso.