Canadá já conhecia o mapa da mina

O decreto sobre a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), na Amazônia, foi publicado na edição da última quinta-feira (24) do Diário Oficial da União (DOU), mas já era sabido por investidores e empresas de mineração canadenses há muito tempo. Em março – ou seja, cinco meses antes do anúncio oficial do governo cinco meses –, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, informou a empresários daquele país que a área de preservação amazônica seria extinta. E disse mais: que a exploração da área (46 mil Km², pouco mais que a Dinamarca), seria leiloada para a iniciativa privada. A decisão da gestão Temer provoca revolta de ambientalistas e personalidades ligadas ao tema.

As informações foram veiculadas neste sábado (26) pelo site da BBC Brasil. Segundo a reportagem, o fim da Renca foi apresentado pela equipe de Temer durante o Prospectors and Developers Association of Canada (PDAC), evento aberto em Toronto. Além da extinção da área de preservação, na ocasião foi lançado um pacote de ações de reformulação do setor mineral brasileiro, entre elas a criação de Agência Nacional de Mineração. Segundo o governo, as medidas têm como objetivo estimular o setor.

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