Câmara de Curitiba denuncia tentativa de golpe

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Foi desmascarada uma tentativa de golpe contra a Câmara Municipal de Curitiba (CMC), no último dia 29 de abril, quando um ofício fraudado, endereçado ao posto de atendimento da Caixa Econômica dentro do Legislativo, solicitou a transferência de R$ 30.482,94 para uma conta bancária de terceiros. “Não houve prejuízo aos cofres públicos”, assegurou o presidente da CMC, Tico Kuzma (Pros), na sessão plenária dessa quarta-feira (5), quando informou os vereadores sobre o ocorrido na semana anterior.

No dia seguinte à tentativa de golpe (30), a CMC lavrou um boletim de ocorrência no Núcleo de Combate aos Cibercrimes, da Polícia Civil, e, nessa terça (4), comunicou o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Fabio Camargo, para que o órgão informe as demais câmaras municipais do modus operandi dos golpistas. O caso foi submetido à avaliação da Coordenadoria Geral de Fiscalização do TCE, que pode decidir por expedir uma orientação de cautela aos ordenadores de despesa.

“Foi uma tentativa grotesca”, qualificou Tico Kuzma, cuja assinatura no documento fraudado não condizia com a do parlamentar. Isto e o e-mail utilizado no golpe, fora do padrão institucional da Câmara Municipal de Curitiba, despertaram a suspeita na Caixa Econômica, que levou a situação à Diretoria Geral do Legislativo, uma vez que os pagamentos na CMC são feitos de outra forma.

Cuidados – O delegado do Núcleo de Combate aos Cibercrimes da Polícia Civil do Paraná (Nuciber), José Barreto de Macedo Junior, recomenda sempre estar atento a qualquer pedido. “Sempre verifique as informações, os pedidos de transferência, confirme se a empresa é de Curitiba mesmo, se tem relação com a atividade. Sempre desconfie de qualquer ação que fuja do padrão”, disse.

Segundo ele, os crimes pela internet “crescem assustadoramente a cada ano”. Em 2018, foram registrados, em números aproximados, 2 mil boletins de ocorrência em Curitiba. Em 2019, 4 mil. Em 2020, 8 mil. E em 2021, são cerca de mil por mês. A estimativa é de 12 mil no ano somente em Curitiba.

“Os criminosos executam os mais variados golpes, como aqueles pelo Whatsapp e os relacionados a compras de veículos em plataformas de vendas pela internet. Eles têm uma engenharia social, com técnicas de convencimento das vítimas. Algumas quadrilhas se especializaram em invadir banco de dados e vender essas informações para proveito criminoso”, revelou o delegado.

Barreto dá outras dicas para evitar cair em golpes: “No Whatsapp, utilize a verificação em duas etapas. Proteja seus dados pessoais, não publique nem compartilhe com ninguém. Nas mídias sociais, não publique sua rotina todos os dias, em qual restaurante você vai, em qual escola seu filho estuda. Tudo isso pode servir para um golpe”.

 

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