Precisa ser registrado no livro de ouro dos grandes discursos presidenciais da história do Brasil o pronunciado pelo presidente Jair Bolsonaro em Sobradinho (Bahia) para jornalistas que o esperavam após a solenidade de inauguração de um sistema de captação de energia solar sobre a represa na terça-feira (5). Palavrões e ataques foram entremeados com elogios ao filho que indicou para ser embaixador no Estados Unidos e criticou a imprensa que corre atrás de manchetes para denegri-lo. O discurso foi um exemplo da falta de compostura que se deve esperar de alguém que exerce a mais alta função da República.
Algumas frases deram o tom do destempero, da agressão e da transgressão das regras de civilidade que devem ser minimamente obedecidas por todos, mas sobretudo por quem enverga a faixa presidencial. Como foram as piadas a respeito do povo nordestino, ao qual chamou de cabeçudos.
“A imprensa tem que aprender eu eu ganhei, Jair Bolsonaro, Johny Bravo, ganhou a eleição. GANHOU PORRA! GANHOU PORRA! Vamos entender isso!”
Falou também da divisão que querem fazer do Brasil uma esquerdada canalha e agora alguns governadores do Nordeste. O governo mudou, não quer sacanagem, respeita as famílias, o estado é laico mas o presidente é cristão, disse, para condenar o uso de dinheiro público em filmes como Surfistinha ou outros estrelados por Jece Valadão.
Durante toda a entrevista, o presidente adotou um tom ríspido com profissionais da imprensa e fez ironias em quase todas as respostas. Na mesma entrevista, ele disse que “não há mais liberdade no país” e “não se pode mais fazer piada no Brasil”.
Quem é Johny Bravo com quem Bolsonaro se comparou?
Johnny Bravo é um desenho animado americano que foi exibido pelo canal Cartoon Network de 1997 a 2004. O programa durava meia hora e era dividido em três episódios curtos, de oito minutos em média. O personagem principal, que dá nome ao show, é conhecido pelo corpo desproporcionalmente triangular, pelo altíssimo topete loiro e pelo inseparável par de óculos escuros.
Além da aparência, o que se vê é o alto nível de amor-próprio e a falta de inteligência do personagem. Em uma das histórias, por exemplo, Bravo é chamado para uma escola para preencher a cota dos alunos menos inteligentes
Ouça o discurso de Bolsonaro:

Esse é o idiota que a zelite brazuca elegeu. Agora aguenta.
Incrível. Quando tínhamos um presidente inculto e uma presidentA (absurdo) que mal sabia completar uma frase, estava tudo certo. Claro, a imprensa estava engordando com as benesses do governo. Entendam…isso acabou.
O que de bom tem sido feito, as redes sociais se incumbem de divulgar.
Impossível não concordar com o capitão. O personagem é perfeitamente compatível com o atual presidente: raso, vazio, ególatra e presunçoso. Parabéns presidente!
Até que enfim ele olhou para o espelho, nada de messias tudo de recruta zero!
Nada á ver, Nascimento. Jphnny Bravo é abreviação de JB de Jair Bolsonaro, em linguagem mlitar. Tua coluna só se preocupa em malhar e daí dá nisso.