O presidente Jair Bolsonaro (PSL) saiu em defesa de seu filho Carlos Bolsonaro, vereador pelo PSC na cidade do Rio de Janeiro, e disse que ele falou “o óbvio” em mensagem sobre democracia publicada na semana passada em rede social. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.
O filho do presidente escreveu que, por meios democráticos, não haverá as mudanças rápidas desejadas no país, o que foi visto como uma ameaça ao atual sistema político e criticado tanto por entidades civis como pela classe política. Em entrevista à TV Record, Bolsonaro disse que o vereador tem razão, já que, em um governo de exceção, medidas seriam aprovadas mais rapidamente, mas defendeu o regime democrático e afirmou que respeita o Poder Legislativo. “É uma opinião dele e ele tem razão. Se fosse em Cuba ou na Coreia do Norte, já não teria aprovado tudo o que é reforma? Sem Parlamento? Demora porque tem a discussão, isso é natural”, afirmou, segundo o jornal.
O presidente disse que não tem o poder de influenciar o Congresso Nacional e ressaltou que nem pretende tê-lo “em nome da democracia”. Para ele, a declaração teve grande repercussão só porque foi dita por um filho dele. “São demoradas, sim, e ele até falou o óbvio. Eu se tivesse no português agora, no meu tempo de garoto, ia falar que essa é uma figura de linguagem conhecida como pleonasmo abusivo. Como o leite é branco, o café é preto ou o gelo é gelado. Coisa óbvia”, disse.
Ele ressaltou que o presidente é ele, não o vereador, e que ele nunca disse que a democracia poderia ser feita de maneira diferente. Bolsonaro acrescentou que tem buscado o Poder Legislativo sempre que possível.
