O deputado federal Boca Aberta (Pros) subestima o parecer do Ministério Público Eleitoral que recomenda ao Tribunal Superior Eleitoral a cassação de seu mandato em ação movida pelo 1.º suplente Valdir Rossoni. Segundo o parlamentar – que procurou o Contraponto para se manifestar sobre nota publicada neste espaço – este é apenas o terceiro parecer do MP Eleitoral com o mesmo teor. Antes, também os candidatos derrotados Osmar Serraglio e Evandro Roman haviam ingressado com liminares na justiça eleitoral visando à cassação do diploma de Boca Aberta, com pareceres favoráveis dos procuradores eleitores, mas foram negadas pelo relator, ministro Jorge Mussi.

A contestação à diplomação de Boca Aberta baseia-se no fato de ele ter tido o mandato de vereador cassado pela Câmara Municipal de Londrina em 2017 por quebra de decoro parlamentar e consequente suspensão de seus direitos políticos. O Tribunal de Justiça do Paraná, no entanto, logo após a eleição de outubro passado, reconheceu liminarmente seu direito à diplomação ao cargo de deputado.

As ações movidas por Rossoni, Roman e Serraglio ainda dependem de votação em plenário do TSE e a expectativa é de que isto só venha a ocorrer em meses. Boca Aberta se diz confiante de que os pedidos de cassação serão derrubados.