Força-tarefa do Ministério Público Federal requereu à Procuradoria Geral da República (PGR) que remeta ‘o mais rápido possível’ inquérito sobre ex-governador, citado por delatores da Odebrecht como beneficiário de recursos para campanha eleitoral. O documento é subscrito por nove procuradores da República.

As investigações sobre o tucano eram de competência do Superior Tribunal de Justiça até o último dia em que permaneceu no Palácio. Ao renunciar ao cargo na última sexta-feira (6), para disputar a eleição, ele perdeu o foro por prerrogativa de função.

Esta notícia saiu no jornal O Estado de São Paulo e se referia ao caso do ex-governador paulista Geraldo Alckmin, que agora se vê arriscado a responder a um juízo singular de primeira instância, igualzinho a qualquer cidadão comum.

Do mesmo perigo sofre o ex-governador paranaense Beto Richa. Também ele passou a ser cidadão comum desde que renunciou ao cargo para concorrer ao Senado e os quatro processos a que responde no Superior Tribunal de Justiça (STJ) podem “descer” de Brasília para o Paraná. Pelo menos um deles pode cair nas mãos do juiz Sergio Moro – aquele em que o ex-governador foi citado como beneficiário de caixa 2 abastecido pela Odebrecht, vinculado à Operação Lava Jato.

Os ministros do STJ ou do STF que tiverem em suas mãos os processos em que Richa estiver envolvido podem, a qualquer momento, remetê-los para a primeira instância no Paraná. A decisão poderia ser apressada se o Ministério Público Federal (MPF) requerer a baixa dos autos à origem – o que pode acontecer a qualquer momento, até mesmo nos próximos dias.