Beto diz que está “inclinado” a ficar

“Só Alckmin pode vencer Lula, se este for candidato em 2018”, afirma o governador Beto Richa. No último ano de seus dois mandatos – o que o impede de candidatar-se à outra reeleição – o governador afirmou que está “fortemente inclinado” a cumpri-lo até o fim, o que significa não ter de se desincompatibilizar para concorrer a um novo mandato legislativo. A declaração ele fez em longa entrevista ao jornal O Estado de São Paulo publicada nesta segunda-feira.

Nesse caso, se engajaria mais fortemente na candidatura tucana à Presidência da República. Richa nem considerou, na entrevista, que ainda haverá prévias para definir o candidato. Para ele, é o governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin. “Aqui no Paraná o PT nunca venceu eleição presidencial”, lembrou. “O Alckmin tem tudo o que os brasileiros querem depois de tanta turbulência: segurança, experiência e seriedade.”

 Avô de três netos aos 52 anos, e piloto automobilístico há 34 – sua sala exibe os troféus que ganhou na recente 500 milhas de Londrina, pilotando uma Maserati alugada – Richa falou sobre a situação do senador Aécio Neves (PSDB-MG). “Nunca pedi e jamais pediria empréstimo pessoal a empresários”, disse. “Mas eu não posso querer que todas as pessoas pensem como eu. Ele tem as suas explicações, a sua argumentação, e vai se defender na Justiça. Ninguém pode ser condenado antecipadamente.”

Ex-deputado estadual por duas vezes, ex-prefeito de Curitiba reeleito, o governador teve seu pior momento em abril de 2015. A tropa de choque da Polícia Militar reprimiu com violência desmedida professores e alunos que se manifestavam contra um projeto de lei que mudava o custeio do Regime Próprio da Previdência Social dos servidores estaduais. Richa foi aos piores índices de popularidade – agora com alguma melhora.

“Se eu não tivesse enfrentado a manifestação, e aprovado a lei, não teria feito o ajuste fiscal”, disse. O Paraná, segundo os números oficiais, está entre os Estados com melhor situação fiscal do País. A redução da despesa corrente caiu em R$ em 2,2 bilhões. A arrecadação cresceu R$ 900 milhões. Os investimentos subiram de R$ 2,8 bilhões em 2015 para R$ 7,8 bilhões em 2017 e estão previstos R$ 8,4 bilhões para este ano. O salário do funcionalismo está em dia. “Ninguém tem a receita do sucesso, mas as medidas de austeridade servem para todo mundo”, disse o governador. “Ou a pessoa pensa na política ou pensa em fazer o que é necessário ser feito.”

2 COMENTÁRIOS

  1. Entrevista sob medida, só levantaram abola para ele chutar; não que necessariamente esteja mentindo, mas o outro lado da moeda ali não está questionada; nada sobre o assalto na receita estadual, nada sobre o roubo na educação, nada sobre a perda de verba e estado calamitoso dos presídios, nada sobre os processos e inquéritos que enfrenta na Justiça …Enfim, uma entrevista de bom mocismo ! O Estadão perde pontos dia a dia.

  2. “Aqui no Paraná o PT nunca venceu eleição presidencial”, Ate que enffim uma coisa verdadeira sai da boca desta praga.

    Perguntas óbvias : em quem o moro votou ao longo dos tempos ? Em quem o deltan votou?

    isso para mim ja deixa a lava jato numa sinuca pois o combate a corrupção esta ligado à derrota de um partido que apesar dos votos do paranaense , conseguiu ganhar TODAS as eleições a partir da sua chegada ao Poder. Logo o papel do moro é o de fazerr na caneta o que o voto não faria.

    O) segundo ponto e que deveria deixar o paranaense triste é a submissão do Paraná à SP. Governo capachão faz assim. Fala algo que não vai ocorrer e que as pesquisas tem dito que mesmo sem o Lula, não vai rolar, só pra ficar de bem com o chefe.

    ganha ou não ganha o premido de funcionário do mês do psdb em janeiro?

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