O Podemos quer ter a maior bancada do Senado Federal. Por isso, tenta atrair pelo menos quatro senadores que atualmente estão filiados a outros partidos. E a primeira dessas filiações está acontecendo nesta quarta-feira (14). É a do senador Marcos do Val (ES), que sai do Cidadania para o Podemos, dando ao partido liderado por Alvaro Dias (PR) o posto de segunda maior bancada da Casa e o poder de negociar o encaminhamento de pautas polêmicas como a CPI da Lava Toga e o impeachment do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.
“Vamos disputar o primeiro lugar”, afirmou Alvaro Dias, admitindo que, além da filiação de Marcos do Val, já está quase certa a ida de Carlos Viana (MG), que hoje está no PSD, para o Podemos. Com os dois, a sigla passa a ter dez representantes no Senado e passa à frente do PSD na lista de bancadas mais representativas da Casa. O Podemos ficará atrás apenas do MDB, que tem a maior bancada, com 12 senadores – um deles o líder do governo na Casa, Fernando Bezerra Coelho (PE). Mas é só por enquanto, segundo Alvaro Dias, que admite já estar em conversa com outros senadores para garantir ao Podemos o mesmo espaço do MDB no Senado.
Com isso, a sigla busca maior protagonismo da definição da pauta deliberativa. “Nosso objetivo é contribuir para que o Senado tenha uma produção legislativa maior e faça leituras corretas das prioridades para a população”, afirmou o líder, que tem se articulado com outros parlamentares para destravar projetos delicados como a CPI da Lava Toga e os pedidos de impeachment apresentados contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Atualmente, a bancada do Podemos é integrada pelos senadores Alvaro Dias (PR), Eduardo Girão (CE), Elmano Férrer (PI), Lasier Martins (RS), Oriovisto Guimarães (PR), Romário (RJ), Rose de Freitas (ES) e Styvenson Valentim (RN).

Álvaro Dias é aquele candidato a presidente que foi bêbado no debate?