Uma Pesquisa Atlas Político, divulgada nesta segunda-feira (27) pela edição brasileira do jornal El Pais, mostra que após a demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, 54% dos entrevistados disseram ser a favor de impeachment do presidente Jair Bolsonaro.
É a primeira vez que mais da metade dos entrevistados apoia um impedimento do presidente no levantamento feito pelo instituto. No levantamento anterior, de março, 48% dos entrevistas eram favoráveis ao impeachment.
De acordo com a pesquisa, a rejeição de Bolsonaro chegou a 64,4% – diante de 30% de aprovação. É a primeira vez que o levantamento mostra rejeição de Bolsonaro maior que a de Lula, que tem 60% de reprovação na pesquisa.
O governo é avaliado como ruim ou péssimo por 49%, o maior índíce desde o início da série, em fevereiro de 2019. Outros 28% acham o governo regular e 21% classificam como ótimo ou bom.
Avaliação positiva – A pesquisa, que tem uma margem de erro de dois pontos percentuais, mostra que 68% dos entrevistados discordam da demissão de Valeixo por Bolsonaro enquanto 72% concordam com as críticas feitas por Moro ao presidente, como a alegação de tentativa de interferir politicamente em investigações da PF.
Por outro lado, o episódio favoreceu Moro, que teve avaliação positiva de 57,3% dos entrevistados. Em novembro de 2019, em meio às denúncias da Vaza Jato, Moro chegou a ser avaliado positivamente por 48,4%, o menor índice.

Prezado Celso, transcrevo adiante trechos de um texto de autoria de Fábio Campana que está no blog dele.
Mas antes um comentário necessário:
Sérgio Moro é um ignorante com formação técnica muito boa, isto é, não tem a menor noção de cultura geral, filosofia, história da civilização e outros atributos necessários para formar um Estadista. Moro é um bom jurista e foi um bom juiz.
Só isso.
Em algum momento ele decidiu que queria ser presidento ou ministro do STF porque possui auto-imagem inadequada. Moro é só um brasileiro ordinário, que reflete a classe média brasileira cujo sonho máximo, infelizmente, é fazer concurso público ou se encostar no estado via cargo em comissão.
Se ele for eleito presidento em 2022 veremos a policialização definitiva do estado de direito.
Será em definitivo o estado policial e o fim do Brasil.
Moro saiu atirando no Bozonaro, com nítido intuito de causar o impeachment do Bozonaro. Moro não está preocupado com o Brasil. Prefere atirar o Brasil na lama e salvar sua própria estória de vida. Tolo. Soberbo. A história ainda há de contar que o brilhante juiz demonstrou toda ser um gigante enquanto juiz, mas absolutamente pequeno e fraco fora do cargo de juiz.
Trechos do brilhante texto de Fábio Campana:
Sérgio Moro sabia muito bem quem era Jair Bolsonaro. O Brasil inteiro sabia que o atual presidente era um homem de ultra direita, anticomunista fóbico, defensor da tortura, que reconhecia no coronel Brilhante Ustra, um torturador denunciado, o seu modelo. O Brasil sabia e Moro também, que Jair Bolsonaro representava as correntes mais retrógradas do planeta. Baseado em religiosidades atuantes na vida social e política do país, Bolsonaro se diz, orgulhosamente, homofóbico, contra a liberação do aborto, antifeminista, defensor da repressão violenta contra os criminosos e contra a subversão da ordem e de valores que fariam Mussolini corar. Abrigou sempre os prosélitos que contestam a ciência em favor de teorias absurdas, como a negação de que o planeta é redondo ou que o homem é resultado da evolução. Ele elegeu o discurso moralista mais raso contra a corrupção para empolgar a população decepcionada com os governos do PT. Tornou-se um um craque no uso da linguagem mais chã do senso comum, carregada de preconceitos e falsidades.
Moro sabia de tudo isso. Sabia também que Bolsonaro ascendeu favorecido pela desconstrução dos partidos e desmoralização das lideranças políticas pela Operação Lava Jato, da qual participou ativamente ao lado dos Procuradores e da Polícia Federal, num conluio reprovável para quem exercia a função de juiz.
Sergio Moro, gostosamente aceitou e igualou-se ao a Bolsonaro, novo líder e herói. Não resistiu. Abandonou a carreira de 22 anos na magistratura e uma fama de pop star da Justiça após levar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão e se tornou o primeiro ministro a tomar posse no novo Governo do presidente Jair Bolsonaro. Em troca deu ao governo seu aval de credibilidade. Assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública para alegria de quem endossava o presidente ultradireitista, e decepção de quem via oportunismo e contradição nesse casamento.
Moro foi catapultado para a fama pela operação que nasceu em Curitiba em 2014 e construiu como poucos uma reputação popular que fez sombra aos maiores titãs políticos até então. Soube se relacionar com a mídia e catalisar o anseio dos brasileiros por mais justiça e menos corrupção. Ao levar empresários e políticos para a cadeia —e seu maior troféu, o ex-presidente Lula— ganhou o amor eterno da maioria da população. Ainda tem 53% de percepção positiva no Brasil, mais do que Bolsonaro (39%). No meio jurídico, porém, sua fama perdia espaço à medida que atropelava ritos jurídicos para alcançar os resultados, viciado, segundo juristas, para atingir o governo do PT e suas pretensões de se manter no poder. O Estado de Direito foi atingido pelo modus operandi de Moro, e sua biografia ficou manchada, ainda mais depois de aceitar o convite de Bolsonaro, arqui-inimigo político do principal alvo do ex-juiz da Lava Jato.
Taoquei. Esqueceram de incluir na amostra aquela galera queimando a camisa com foto do moro dizendo que agora é bolsonaro no Acampamento Lava Jato.