O que deveria ser um silo horizontal com capacidade para armazenar 100 mil toneladas de graneis não passou das folhas do contrato firmado em 2007 entre a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e a empresa CTO Engenharia. A construtora chegou a colocar máquinas para a execução da obra, mas tudo ficou no chão.

Passados mais de dez anos, a Appa foi agora obrigada a pagar mais de R$ 5 milhões de indenização à CTO, conforme os termos de um acordo firmado entre as duas partes e homologado pela Vara da Fazenda Pública de Paranaguá para pôr fim ao conflito judicial.

Com o cancelamento da obra, a construtora alegou lucros cessantes e cobrou também pela permanência no local, por mais de dez anos, do maquinário que já havia disponibilizado para o início do trabalhos.

A pendenga judicial vinha de longe, mas em outubro passado a Appa concordou em pagar à CTO Engenharia e seus advogados a exata quantia de R$ 5.464.328,07.

A grana pública se foi, mas o armazém mesmo, ó!