Ser presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) exige do titular algumas qualidades básicas: equilíbrio, moderação, bom trânsito com as bancadas e respeito e acatamento pelos seus pares. Por isso mesmo se fortalece a corrente dentro do grupo do governador eleito Ratinho Jr. de que é melhor esquecer a ideia inicial de ajudar o deputado Fernando Francischini (PSL) a se eleger presidente da CCJ da Assembleia Legislativa.

A ideia chegou a ser levada a sério quando Francischini ameaçava tirar a tranquilidade da reeleição do deputado Ademar Traiano para a presidência da Assembleia. Entretanto, como já se considera consolidada a recondução de Traiano – compromisso que Retinho Jr. havia firmado com ele -, já não haveria mais razão para que seja mantido o apoio a Francischini, mesmo porque há opções mais palatáveis ao nome dele.

Assembleia deve escolher nome moderado para a CCJ

Tiago Amaral e Tião Medeiros

Pelo menos dois deputados passaram a ser mencionados nos últimos dias como preferidos entre os veteranos e mais experientes deputados, bem como pelo núcleo político de Ratinho Jr. O governador eleito sabe que é na CCJ que se dá o primeiro impulso às matérias de interesse da administração, e um presidente sensato é requisito essencial para que as coisas aconteçam com normalidade. E não pode arriscar na aventura.

Por isso, articula-se, ainda discretamente, um movimento que pode levar à escolha de Tiago Amaral (PSB) ou de Tião Medeiros (PTB), dois deputados que reúnem qualidades que o outro não tem – a despeito de a bancada do PSL ser a maior da Assembleia, mas insuficiente, mesmo com a ajuda de parlamentares de outros partidos, para arregimentar a maioria na eleição para a CCJ.