O governador de São Paulo, João Doria, citou Beto Richa como um dos nomes que deverão compor o primeiro listão da “faxina ética” que o PSDB deverá empreender na tentativa de recuperar o prestígio e a respeitabilidade perdidos. Ao lado de Richa figuram também o ex-governador, ex-senador e agora deputado Aécio Neves e o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo.

Os três têm em comum o fato de enfrentarem problemas sérios com a Justiça. Azeredo está preso, condenado por liderar o “mensalão mineiro”. Contra Aécio Neves há vários inquéritos e ações penais relacionados ao recebimento de propinas; no caso mais emblemático, ele foi flagrado em escutas comprometedoras com Joesley Batista, o dono da JBS. Já o ex-governador e ex-presidente do PSDB do Paraná é réu em vários processos por corrupção e por três vezes levado à prisão.

A “faxina ética” proposta por João Doria deve começar logo depois da convenção nacional tucana, marcada para a junho. Segundo interlocutores do governador, uma pesquisa encomendada pelo PSDB vai embasar as expulsões. Ainda não está definido se outros tucanos, como Aloysio Nunes, que é investigado na Lava Jato, também serão enquadrados. “O novo PSDB que nós queremos ajudar a construir não tem espaço para condenados pela Justiça e, portanto, deverão obrigatoriamente deixar o PSDB”.