Antes contra, agora Greca pede subsídio para ônibus

Durante a campanha eleitoral de 2016, o prefeito Rafael Greca mostrou-se crítico das políticas de subsídio público para sustentar o transporte coletivo e manter as tarifas mais baixas para a população. “As coisas custam o que custam”, repetia, em defesa de sua tese de que o valor da passagem de ônibus pago pelo usuário deveria corresponder ao custo real.

Parecia estar cumprindo a promessa quando, pouco mais de um mês após a posse, aumentou a passagem de R$ 3,70 para R$ 4,25, uma “pancada” como não se via desde o Plano Real, que trouxe a estabilização da moeda. Com esta tarifa, prometia Greca, seria possível renovar a frota sucateada e melhorar o serviço.

Os avanços não foram muito notáveis, mas, por decisão política, manteve a tarifa congelada em 2018. Ao mesmo tempo, porém, teve de apelar à governadora Cida Borghetti, logo que ela tomou posse em abril deste ano, para que liberasse R$ 70 milhões em subsídios.

Agora, frente à proximidade da data-base de reajuste, em fevereiro, e sem saber se no governo Ratinho contará com a mesma boa vontade que conseguiu de Cida, Greca apela outra vez para manutenção de um subsídio indireto que vem desde os tempos de Beto Richa – a isenção do ICMS sobre o diesel, o principal insumo constante da planilha de custos do transporte coletivo de Curitiba.

Se Ratinho não mantiver a isenção tributária sobre o diesel, será obrigado a acrescentar 30 centavos ao valor da atual tarifa, que passará a R$ 4,55 só por conta do combustível, sem considerar o reajuste dos trabalhadores (motoristas e cobradores), a inflação dos últimos 12 meses, e outras alterações. Sem falar, também, que majoração ainda maior ocorrerá se não for renovado o subsídio pago pelo governo do estado.

Algum avanço, do ponto de vista da manutenção da tarifa em níveis razoáveis, dependerá da aprovação do projeto que enviou à Câmara Municipal que prevê a extinção dos cobradores, que serão substituídos por máquinas de bilhetagem eletrônica. Os cobradores custam o custam – cerca de 15% do valor da passagem.

 

 

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