Aos poucos vão se desvendando os mistérios que cercaram a exoneração na semana passada de Larissa Tissot da presidência da Fundação de Ação Social (FAS), organismo da prefeitura. A versão corrente agora é de que, inconformada com a falta de repasse de verbas do governo do estado, ela teria se atritado com setores sensíveis da administração pública. Ela teria descoberto que as rubricas orçamentárias estaduais a que FAS estaria habilitada a receber caíram no labirinto do Caixa Único do governo estadual, artifício que desobriga a secretaria estadual da Fazenda de cumprir a tempo e à hora, religiosamente, os repasses aos fundos com os quais está comprometido por convênio. Sem recursos para manter a normalidade das atividades da FAS foi reclamar com quem devia.
Assistente social, Larissa é servidora pública do quadro estatutário da secretaria estadual da Justiça é esperada para retomar o trabalho no Centro de Socioeducação São Francisco, em Piraquara, instituição que abriga jovens em conflito com a lei e que de vez em quando vira notícia por causa de rebeliões.
