Vereadores votam contra a consciência

Os vereadores de Curitiba aceitaram votar em regime de urgência o projeto enviado pelo prefeito Rafael Greca que retira dos servidores públicos municipais, da ativa, aposentados ou pensionistas, o direito de receberem medicamentos fornecidos pela prefeitura se contraírem doenças graves e incapacitantes.

A medida faz parte de mudanças que serão introduzidas no Instituto Curitiba de Saúde (ICS), o plano de saúde do funcionalismo para, segundo justifica o líder do governo na Câmara, Pier Petruzziello, salvar a instituição da insolvência.

Além paralisar o fornecimento de remédios, constam do projeto outras propostas que desagradam os servidores, como a de elevar de 2% para 3,9% o porcentual das contribuições ao ICS, cobrando-as do valor bruto do salário. A prefeitura fica autorizada também a parcelar em até 36 meses a dívida que tem com o instituto e a permitir  que ele venda outros produtos além de planos de saúde.

A mais polêmica das propostas, porém, a revogação da lei 8786 sancionada por Rafael Greca em 1995, quando prefeito pela primeira vez, em que dava direito aos funcionários portadores de doenças graves, como hanseníase, tuberculose, tumores malignos, moléstia da vista passível de originar cegueira, demência, cardiopatias graves, aids, insuficiência renal crônica e acidentes vasculares cerebrais.

Mesmo os vereadores da situação estão incomodados com a enxurrada de projetos de Greca que os colocam contra o funcionalismo, dentre os quais o que adiou a data-base do reajuste e que, por fim, permitiu ao prefeito fixar em zero a reposição salarial deste ano. Sem falar dos projetos que aumentam impostos, dentre os quais o que impõe alíquotas maiores do ISS exatamente sobre prestadores de serviços de saúde.

Mesmo assim, por mais polêmicos e desgastantes que sejam, os projetos sempre são aprovados por ampla maioria. Taí um mistério que precisa ser desvendado: por que os vereadores votam contra a própria consciência?

1 COMENTÁRIO

  1. Nis dois casos dessas urgências, o prefeito está se lixando, quanto ISS a sanha de arrecadar e com relação ao plano de saúde idem.
    Esquece , devido não precisar utilizar o ICS, uma vez que sempre foi bem abastado financeiramente, mas que também fica doente, todavia o padrão é outro, o patamar é outro, pois foi transportado recentemente ao hospital famoso daqui da capital que não atende pelo ICS, aliás acho que êle prefeito e como sempre diz , funcionário da prefeitura, como engenheiro e urbanista nem é associado do ICS e sua moléstia não está pelo que se sabe enquadrada na lei 8786 de sua própria sanção, pois a moléstia é a vontade de arrecadar para poder cumprir as promessas faraônicas e também a principal que é a maldade, isso é incurável.

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