Vereadores de Curitiba cobram mais segurança para cruzamentos de trem

“Quando eu passo em um cruzamento de trem e vejo o abandono, fico indignado. Eu acho uma vergonha para a cidade de Curitiba uma situação dessa”, disse Alexandre Leprevost (Solidariedade). Partiu dele a indicação ao Executivo, aprovada pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC) durante a sessão desta segunda-feira (2), que mobilizou debate em plenário sobre a segurança nas passagens de nível (cruzamentos com a linha férrea) da capital.

“Nós percebemos a cada dia que nada muda, que os cruzamentos se mantêm com uma sinalização precária, com matos altos, falta de iluminação. Mas o principal é a questão da segurança [nos cruzamentos]”, explicou o autor. A sugestão, conforme a proposta de Leprevost, é que o Executivo estude a viabilidade da implantação de sistema de segurança nas principais passagens de nível.

O vereador frisa como referência o equipamento em teste, desde agosto do ano passado, na rua Sebastião Marcos Luiz, no Cajuru. O sistema consiste em um semáforo inteligente, que com a aproximação do trem fecha a passagem para os demais veículos. Também possui um radar para flagrar os motoristas que desrespeitarem a sinalização.

“Eles estão buscando, pelo menos nos venderam a saída”, afirmou. No entanto, o vereador pontuou que desde então a concessionária da linha férrea, a Rumo, não tem passado os resultados obtidos com o projeto-piloto. Para Leprevost, cabe à empresa “levantar essa bandeira”.

“É a empresa que está faturando em cima dessa concessão”, justificou. À Prefeitura de Curitiba, avaliou, compete “cobrar, estar em cima e apoiar com as sinalizações devidas”. “Nós não podemos admitir sanguessugas explorando Curitiba e desdenhando da segurança do povo curitibano”, acrescentou.

Ezequias Barros (PMB), na mesma linha, afirmou que “não dá para aceitar” o abandono das linhas férreas e os acidentes nos cruzamentos sem a sinalização adequada. A pauta também recebeu o apoio do Pastor Marciano Alves: “Jamais poderemos deixar a parte financeira falar mais alto”. No Sítio Cercado, indicou Marcos Vieira (PDT), um dos principais impasses está no cruzamento da linha férrea com a rua Nova Esperança.

João da 5 Irmãos (União), que também acompanhou a implantação do projeto-piloto no Cajuru, disse que o local não registrou mais acidentes. Ele ponderou, no entanto, que a Rumo procura o diálogo e apoia projetos sociais na região: “Temos que cobrar, sim, mas também temos que falar dos avanços”. O vereador sugeriu ainda o investimento em campanhas educativas, já que “a informação é a melhor maneira da gente ter segurança”. “Trabalhar na prevenção é algo fundamental”, observou Oscalino do Povo (PP). “Hoje a tecnologia está aí, mas o desmazelo com as vidas também”.

“Este tema tem que estar na pauta permanente desta Casa. Há 17 anos eu tenho cobrado da empresa Rumo, antes ALL”, continuou Serginho do Posto (União). Além do problema nas passagens de nível, ele alertou para falta de roçadas, de limpeza e para os dormentes que estariam podres. “É uma empresa que deixou de atender as pessoas e de respeitar o poder público. O fato de ser uma concessão federal, eles atropelam os Municípios. É o que fazem conosco, aqui”, completou.

Morador da Barreirinha, Leonidas Dias (Solidariedade) pontuou que a solução para alguns “problemas crônicos” no cruzamento da linha férrea com a avenida Anita Garibaldi teve avanços, mas que é necessário pensar também no tema da mobilidade urbana. Amália Tortato (Novo), que também reside nas proximidades da linha férrea, ressaltou que os semáforos inteligentes podem contribuir não só para a segurança, mas também para diminuir o barulho dos apitos de trens. (Foto: Levy Ferreira/SMCS).

 

 

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