A vereadora Vanda de Assis (PT), da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), protocolou no Ministério Público Federal notícia-crime contra a parlamentar Delegada Tathiana Guzella (PL) que, após uma discussão durante sessão plenária, sugeriu que a colega deixasse Curitiba e voltasse ao Ceará, Estado onde Vanda nasceu. A vereadora classificou a fala de Tathiana como xenofóbica.
Vanda de Assis afirma entender que é de competência do Ministério Público apurar o “eventual crime”, “requerendo o processamento do feito nos termos legais”. No requerimento, Vanda pede que Tathiana Guzella e seus advogados prestem esclarecimento “mediante depoimento”.
Durante a sessão, a parlamentar criticou a fala da colega e a chamou de “xenófoba”. “Isso é xenofobia. Essa prática de dizer, por que você não volta para sua cidade, por que você veio para cá, é xenofobia e xenofobia é crime. A senhora será representada por isso. Eu não aceitarei nenhuma prática xenofóbica comigo ou qualquer pessoa que decidiu morar em Curitiba”, respondeu Vanda.
Tathiana Guzella, que é catarinense de Caçador, por sua vez, negou em nota as acusações da petista. A vereadora disse que teve “a fala interrompida antes de concluir o raciocínio político que vinha desenvolvendo”, o que teria provocado interpretações equivocadas sobre o conteúdo de sua fala. Afirmou ainda que abriu um boletim de ocorrência contra Vanda por crime contra a honra.
Ainda segundo a nota, “não havia qualquer conteúdo discriminatório contra o povo cearense, a população nordestina ou qualquer cidadão em razão de seu local de nascimento”.
