TRF-PR: agora ficou ainda mais difícil

(por Ruth Bolognese) – A criação de mais 4 tribunais federais no Brasil, entre eles o do Paraná, chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), no pior momento. Não há condições , nem para o STF, nem para o combalido governo Temer, para criar vagas para desembargadores, juízes e uma penca de funcionários públicos em 4 estados.

A luta no Paraná pela instalação do TRF aqui é antiga e conta com o apoio de entidades como a OAB-PR, o Movimento Pró Paraná, todo o judiciário local, empresários etc. etc. Isso porque acompanhar ações judiciais em Porto Alegre – o TRF 4 atende também Santa Catarina – é um transtorno permanente e encarece os procedimentos jurídicos. E tanto o Paraná como Santa Catarina já tem número de processos suficiente para reivindicar um TRF aqui.

O projeto para a criação dos TRFs já havia sido aprovado pela Câmara e pelo Senado e no final de maio a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia havia incluído o tema na pauta da sessão do plenário do STF desta quarta-feira, surpreendendo até as partes do processo, que aguardam por um julgamento há quase cinco anos. Mas, agora a presidente da Corte voltou atrás, comunicando a exclusão da ADI da pauta da sessão.
Os outros estados interessados – Paraná, Minas Gerais, Bahia e Amazonas – vão ter de aguardar o próximo governo federal se instalar pra começar tudo de novo.

1 COMENTÁRIO

  1. É muita falta de vergonha na cara… vc vê aquele monte de mármore ali na anita Garibaldi e vê as escolas com muros caindo, arrame farpado por todo lado..o judiciário nao se presta a educar e vai dizer que nao é seu papel, nem dever etc, mas também nao se presta a prevenção do crime, que também vai dizer que nao é sua função, nem papel etc…atualmente eu tenho refletido sobre esse povo, vejo na minha rua a func do tribunal com 6 meses de licença, com direito a creche no tribunal, sim eles tem uma escolinha para eles, e então quando ela voltar ao trabalho a filhinha vai junto e será tratada com todo amor do mundo como deve ser feito com todos os pitocos, vai ter nutricionista ofertando papinha balanceada, vai ter psicopedagoga atenta a cada passo que a menina der e caso algo esteja fora dos trilhos logo vai encaminhar a um especialista do maravilhoso plano de saúde que a assegura a uma vida saudável nos moldes da medicina preventiva….todavia, em comparação, a func de uma casa de família, empregada doméstica, que mora na mesma rua ,cuja filha menor deve já estar nos 2,5 anos, está na fila da creche de Curitiba, do nosso amado prefeito Greca com sua fala arrastada e asfalto novo nas ruas mais badaladas… a menina é vesga, mas não esta usando aquele tampão que ajuda a corrigir a parte muscular da coisa, mas está na fila de oftalmologia da prefeitura, está magra, pq são as irmãs mais velhas que a cuidam e dão o que tiver em casa para comer, não fala muito e tenta interagir na medida que consegue com as outras crianças da praça…mas seu desenvolvimento é incomparavelmente inferior aos das outras crianças que já frequentam as escolas particulares e recebem o estimulo afetuoso e pedagógico no momento certo. Vc olha uma situação dessas e você não pode ficar alheio ao que o judiciário nao faz, mas gasta. E eles querem gastar mais e mais e mais. Essa desigualdade vai nos custar muito além do que os bilhões que são contáveis. O preço da desigualdade é intangível e é democrático. Mas claro, os eleitores do Bolsonaro dirão que a senhora que trabalha no tribunal tem mais mérito que a senhora que não passou no concurso público e que trabalha de empregada domestica, então como aqui é a terra de oportunidades, essa menininha vesga que nao está indo à escolinha que dê um jeito de ter mais força de vontade que a mae e se esforce mais que ela vai conseguir competir melhor e etc etc etc. Está nublado em Curitiba.

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