Terra em transe

A transferência de Maurício Fanini para as dependências da Polícia Federal, no Santa Cândida, faz a terra tremer no Centro Cívico e arredores na tarde desta segunda-feira (27), trazido do Complexo Médico Penal de Pinhas, onde estava preso desde setembro. Pode ter sido um dos passos finais antes das costumeiras ações que envolvem prisões e buscas e apreensões em gabinetes e casas de agentes públicos e privados citados na delação que o ex-diretor da Educação firmou com a Procuradoria Geral da República (PGR), em fins do ano passado.

Fanini, considerado mentor do esquema que montou com o dono da construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, para desvio de verbas públicas que estavam destinadas à construção de escolas, tem corroborado em interrogatórios posteriores as informações constantes dos termos negociados com a PGR em novembro passado.

O mesmo se dá também com Lopes, o primeiro a firmar acordo de colaboração premiada.

Ambos citam nomes importantes da administração e da política paranaenses, além de amigos e agregados, como o do governador Beto Richa, do chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, do presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano, do amigo Jorge Atherino, além de outros de escalões inferiores ou de menor proximidade com o caso.

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