O Tribunal de Contas do Estado confirmou mais irregularidades em pagamentos por obras investigadas pela Operação Quadro Negro. O alvo desta vez foi o Colégio Estadual Ambrósio Bini, de Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba). Engenheiros da secretaria da Educação que seriam encarregados da fiscalização das obras, além de diretores da Superintendência de Desenvolvimento Educacional (Sude), foram responsabilizados por R$ 348 mil pagos adiantados, sem correspondente evolução ou conclusão da escola.
O montante a ser restituído será ainda atualizado pelo TCE. A Tomada de Contas Extraordinária foi instaurada em decorrência de Comunicação de Irregularidade apresentada pela Sétima Inspetoria de Controle Externo (7.ª ICE) do TCE, que constatou a ilegalidade dos pagamentos. A 7.ª ICE tem como superintendente o conselheiro Ivens Linhares.
Em relação à Operação Quadro Negro, o Tribunal abriu procedimentos em 14 obras, envolvendo seis empresas e 42 agentes públicos e privados, com recursos impugnados em valor superior a R$ 30 milhões. Dois desses processos haviam sido julgados em setembro de 2017; outros dois, em março e julho de 2018; mais dois, em agosto; outro em setembro do ano passado; e o último em dezembro de 2018. Com a tomada de contas relativa ao Colégio Estadual Ambrósio Bini, o número de processos julgados sobre este caso chega a nove, com determinações de restituição de mais de R$ 9,1 milhões.
