Integrantes da equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro querem convencer a cúpula do Congresso a suspender o recesso parlamentar, marcado para começar no próximo dia 18 de julho.
De acordo com o blog de Andreia Sadi, no G1, auxiliares do presidente avaliam que se a reforma da Previdência passar na comissão especial e no plenário da Câmara dos Deputados antes do recesso, o Senado Federal já poderia começar a trabalhar no texto durante o período que é destinado às férias parlamentares, que duram até 31 de julho. A ideia é convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a “abraçar” a proposta.
O Congresso Nacional só deve entrar em recesso após a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Se os deputados não conseguirem votar a Previdência no plenário antes do dia 18, uma ideia em discussão pelos governistas é propor adiar a votação da LDO, o que faria com que o recesso não começasse. Assim, os deputados teriam prazo para votar a PEC da reforma da Previdência.
Integrantes da cúpula do Congresso avaliam como difícil a suspensão do recesso nas duas Casas, uma vez que, se a LDO for votada, pelo regimento, o cancelamento das férias precisa ser aprovado pela maioria absoluta dos integrantes das duas Casas, ou seja, por pelo menos 257 deputados e 42 senadores.
A proposta da reforma da Previdência deve ser votada nesta quinta-feira (4) na comissão especial da Câmara. Vencida essa etapa, ela segue para votação no plenário da Câmara.
