A administração direta do governo paranaense tem mais de 200 mil servidores. Todos são mal e mal protegidos com o precário SAS (Serviço de Assistência à Saúde); e para garantir suas aposentadorias contribuem com alíquotas de 11% sobre seus proventos, recolhidos à ParanáPrevidência.
Já na ParanáPrevidência, diretores e empregados, assim como seus dependentes, num total de 467 beneficiários, são atendidos pela AMIL, ao custo mensal de quase R$ 125 mil. A mensalidade “por cabeça” é de R$ 267,35, sendo que 88% desse valor são pagos pela própria ParanáPrevidência e os 12% restantes são descontados dos salários dos empregados.
Multiplique-se R$ 125 mil mensais por 12 meses e se verá que há um dispêndio de R$ 1.300.000,00 só da parte correspondente aos 88% da contribuição patronal.
Agora, caro servidor público atendido pela SAS, você sabe de onde vem o recurso para pagar a AMIL? Vem exatamente dos fundos constituídos pelos descontos em seus salários! Isto é, 200 mil servidores pagam o benefício para os 467 empregados “mais iguais” da ParanaPrevidência.
Agora veja se o SAS proporciona os mesmos benefícios garantidos pela AMIL, conforme está registrado no Termo Aditivo n.º 7 do contrato 01/12 assinado com a ParanáPrevidência em janeiro passado e protocolado sob númeto 10.967.258-0:
“Prestação de serviços de Administração de Assistência Médica, Hospitalar com Obstetrícia em apartamento privativo com banheiro, Laboratorial e Auxiliar de Diagnóstico, destinados aos empregados da PARANAPREVIDÊNCIA e seus dependentes.”
Está certo que o SAS não é cobrado do servidor. É o Tesouro (ou seja, todos nós contribuintes) quem paga. Mas o SAS dá aos funcionários tudo isso? Sem filas nem burocracia? Na Cruz Vermelha de Curitiba? Ou em hospitais do interior distantes a quilômetros de suas cidades?
