A nota Invenções na saúde de Curitiba revoltam servidores, publicada por este Contraponto na segunda-feira (22), mereceu longa atenção da secretária municipal de Saúde, Márcia Huçulak (foto). A matéria noticiava manifestação (abra o link aqui para reler) convocada pelo Sindicato dos Servidores Municipais (Sismuc) e marcada para esta terça-feira como protesto contra a decisão da prefeitura de transformar a UPA Pinheirinho em unidade de atendimento a emergências psiquiátricas.
Embora tenha entendido mal algumas informações constantes da nota, a secretária tem direito ao contraditório. Que o Contraponto reproduz a seguir:
ESCLARECIMENTO
Em relação à notícia “Invenções na saúde de Curitiba revoltam servidores”, divulgada por este blog, na data de hoje, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba faz alguns esclarecimentos:
“O Plano Municipal de Saúde, que está em execução pela Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, está em consonância com o Plano de Governo do prefeito Rafael Greca, para o qual ele foi eleito pela população de Curitiba.
Uma das promessas de campanha do prefeito Rafael Greca, na área da saúde, é justamente a implantação de uma unidade de estabilização psiquiátrica.
A decisão da gestão de fazer esta implantação no local onde hoje funciona da UPA Pinheirinho vem do fato de que a unidade diminuiu em muito a quantidade de atendimentos, desde a abertura, pela atual gestão, de duas outras UPAs: CIC e Tatuquara. Juntas, essas duas novas UPAs acrescentaram 26 mil atendimentos mensais à rede de urgência e emergência de Curitiba.
É função do gestor público fazer o melhor uso dos recursos e equipamentos públicos e, por conta disso, a UPA Pinheirinho foi escolhida para receber a nova unidade de estabilização psiquiátrica.
Enquanto as demais UPAs têm uma média de atendimento de 450 pessoas/dia, a UPA Pinheirinho atendeu ontem, em 24 horas, menos de 200 pessoas. Destas, 85% não eram casos de urgência e emergência, desvirtuando completamente a finalidade da unidade.
Os pacientes com casos que não são de urgência e emergência podem buscar atendimento nas 111 unidades básicas de saúde. Apenas 15% dos atendidos pela UPA Pinheirinho ontem tinham casos de urgência e emergência. Além disso, quase a totalidade destes foi encaminhada pelo Samu. Com a mudança, o Samu poderá levar para qualquer uma das outras 8 UPAs, sem prejuízos ao atendimento dos pacientes mais graves.
Os pacientes com caso de urgência e emergência, que forem fazer a busca direta, encontram três opções de UPAs próximas: Fazendinha, CIC e Sítio Cercado. Além destas três, um pouco mais distante ainda há a UPA Tatuquara.
Em relação à UPA CIC, primeira unidade gerenciada por Organização Social em Curitiba, a avaliação inicial que se faz é positiva. Inclusive, a UPA CIC se tornou a unidade com um dos menores tempo de espera em toda a rede de urgência, recebe constantemente elogios em relação ao tratamento dispensado pelo funcionários aos pacientes e ainda é aquela que menos recebe reclamações na Ouvidoria.
A Prefeitura criou uma comissão especial para acompanhar e avaliar o funcionamento desta unidade. A Comissão de Avaliação do Contrato de Gestão é composta por membros da SMS, do Conselho Municipal da Saúde, da Secretaria Municipal de Planejamento e Administração e da Secretaria Municipal de Finanças.
Importante lembrar, ainda, que o sucesso da UPA CIC vem acompanhado de um custo 19,5% inferior em relação às demais UPAs.
Além disso, trata-se de um equívoco chamar a UPA CIC de terceirizada. A unidade não é, nunca foi e nem há planos para que seja terceirizada. Ela continua sendo 100% pública, com o prédio e todos os bens afetos à administração pública. Apenas o gerenciamento dela é realizado por uma OS, uma vez que este modelo traz mais celeridade e menos custo.
Tampouco houve dispensa de servidores públicos. Quando esta gestão assumiu, a UPA CIC estava fechada para reforma, sem previsão de reabertura, porque não havia funcionários para serem alocados e nem recursos para a compra de equipamentos.
Por fim, a crítica sobre a falta de diálogo com os servidores não é verdadeira, uma vez que esta secretaria mantém uma extensa agenda durante todo o ano com os sindicatos que representam as categorias dos servidores de saúde. Além disso, a gestão mantém reuniões constantes para discutir e avaliar as ações e serviços com todas as equipes, a fim de melhorar sempre os processos de trabalho.”

Se a gestão fosse como afirma aqui a Secretária, com muitas reuniões ,etc.etc. não teria havido o quiprocó na UPA, então vamos deixar de lado a hipocrisia e fazer um “mea culpa”. É mais honesto e produtivo. Não perguntaram nada, só viram os números e pronto, fecha lá que nós decidimos assim! A soberba é a grande amiga do mau gestor e do mau líder.