Eduardo Pimentel participa de roadshow da nova concessão do transporte coletivo em Curitiba

O prefeito Eduardo Pimentel participou, nessa quinta-feira (24), do roadshow organizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apresentação do novo modelo de concessão do transporte coletivo em Curitiba. O encontro online contou com mais de cem participantes, entre representantes de empresas do segmento de operações de transporte público e de eletromobilidade, além do presidente da Urbanização de Curitiba, Ogeny Pedro Maia Neto; a presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc), Ana Zornig Jayme; a superintendente do BNDES, Luciene Machado, além das equipes técnicas, responsáveis pela estruturação técnica, elaboração do edital e modelo de concessão.

“Nosso transporte coletivo sempre foi referência para o mundo, agora há necessidade de novas tecnologias, integrações, mais investimentos. Aqui em Curitiba o investidor procura oportunidade e segurança, e a nossa cidade oferece ambas, o município está entrando como parceiro nessa ação”, comentou o prefeito.

O aviso do edital foi publicado no Diário Oficial do Estado no dia 19 de agosto, com o objetivo de modernizar o sistema, com integração temporal entre todas as linhas, investimentos em eletrificação da frota, novas rotas, e melhoria da eficiência e qualidade do serviço.

As propostas devem ser entregues no dia 17 de novembro das 10h às 12h na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). O leilão está previsto para 26 de novembro, às 10h, também na B3.

O presidente da Urbs frisou que, no novo modelo, a opinião dos passageiros será um dos pilares de remuneração dos operadores. “Temos três pilares de indicadores de qualidade, a frota, a operação e como novidade o índice de satisfação dos passageiros. O Sistema de Gestão da Qualidade previsto na nova concessão permite aos passageiros se manifestarem sobre a qualidade do serviço, com reflexo na remuneração das concessionárias”, explicou Ogeny Maia Neto.

Lotes

O projeto estabelece o Sistema Integrado de Mobilidade (SIM), modelo que substituirá os atuais contratos de concessão e dará continuidade à Rede Integrada de Transporte (RIT). O edital prevê cinco lotes de concessão, com investimentos estimados em R$ 3,9 bilhões e contrato com duração de 15 anos. Dois deles serão destinados às linhas estruturais do sistema (expressos, Linha Direta e Ligeirões): o BRT1, com 24 linhas e atendimento predominante na região Sul, e o BRT2, voltado principalmente às regiões Norte e Oeste, com 17 linhas.

As empresas vencedoras destes dois lotes também ficarão responsáveis por serviços relacionados à infraestrutura, como limpeza, conservação e manutenção das estações-tubo e plataformas elevadas dos terminais, além da implantação, operação e manutenção dos dois eletropostos públicos, a serem construídos no Capão Raso e no Capão da Imbuia, para a recarga dos ônibus elétricos de dia. Os outros três lotes terão caráter regional, com linhas alimentadoras, convencionais e atendimento mais próximos aos bairros.

Uma das principais mudanças da nova concessão é a integração temporal irrestrita, segundo o presidente da Urbs. Com a medida, o passageiro, utilizando um cartão-transporte da Urbs, poderá trocar de ônibus em qualquer ponto de embarque sem precisar necessariamente se deslocar até um terminal ou estação-tubo para realizar a integração. A conexão é realizada por um tempo pré-estabelecido e sem o pagamento de uma nova passagem.

Outro destaque da concessão é a eletrificação da frota, com a incorporação de 250 ônibus elétricos entre 2027 e 2031, sendo 90 veículos já no início da nova operação. Com a concentração dos veículos elétricos nas linhas de maior demanda, aproximadamente um terço dos lugares ofertados pelo sistema deverá ser atendido por ônibus elétricos até 2031.

Investimentos

Dos R$ 3,9 bilhões previstos em investimentos, 96,75% correspondem a investimentos em frota e 3,25% à infraestrutura de recarga elétrica e novas estações-tubo. O projeto prevê ainda uma subvenção municipal estimada em R$ 893,6 milhões, destinada principalmente à aquisição de ônibus elétricos e à construção dos eletropostos.

O custo global de prestação dos serviços no prazo do contrato é estimado em R$ 1,25 bilhão por ano (R$ 18,75 bilhões em 15 anos), valor que abrange todos os custos operacionais, investimentos e remuneração das concessionárias.

Reuniões individuais com BNDES

Além do roadshow, o BNDES realizará a partir de agora reuniões individuais com os interessados, com duração de até 50 minutos. As solicitações de agenda poderão der enviadas até o dia 23 de outubro de 2026 para o e-mail eletromobilidade_curitiba@bndes.gov.br, informando o dia e o horário de preferência, bem como os nomes, as empresas e os dados dos participantes.  (Secom; Foto: Pedro Ribas/Secom).

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