A rede Globo e a janela cor-de-rosa aberta pra o mundo

(por Ruth Bolognese) – É intrigante, ou irritante, como a rede Globo inicia a jornada televisiva, todos os dias, pregando a felicidade para os brasileiros. Dos noticiários às novelas, dos programas femininos aos musicais, tudo gira na obrigação de aceitar, vencer e sorrir.

A Globo deixou de ser uma televisão para se tornar uma igreja com apenas dois mandamentos: ser feliz e branquear os dentes.

Até mesmo para fazer a previsão de tempo ruim, chuva e trovoada em pleno verão, os apresentadores acham jeito de animar o telespectador e garantir que, “dentro de uma semana, tudo vai mudar”.

Notícia de atentado com mortos e feridos? Lá vem uma história de superação. Salário mínimo de Temer? Ora, tem a Venezuela, onde tudo é muito pior. A gasolina subiu? Andar de bike é bom para o coração.
Morrer na Globo é um must: colocam cenas lindas do morto, quando era bem jovem, bonito e bem feliz e terminam com uma frase espirituosa dele, ou da internet.

E, caramba, não existe mais na telinha um mísero dente tortinho ou mais amarelo, nem mesmo em idosos. Quem é o dentista dos globais? Deve estar riquíssimo.

Dentes brancos e a pregação da felicidade devem render mais do que plantar soja no Brasil.

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