Confirmado: o deputado Fernando Francischini não foi páreo para o colega Ademar Traiano na disputa pela presidência da Assembleia. Faltou-lhe sensibilidade para perceber que ser mais votado e ter maior bancada são atributos que contam quase nada quando a questão é mais embaixo – isto é, ter 28 votos dentre os 54 parlamentares. Traiano não terá adversários.
Caso grandes votações nas eleições gerais fossem importantes, Tiririca – sem ofensa a Tiririca – teria sido presidente da Câmara Federal na Legislatura passada ao ser o recordista de votos em 2014. Assim como não se concebe que o milhão de votos de Joice Hasselman a credencie para ser a sucessora de Rodrigo Maia – o deputado fluminense que no pleito anterior teve míseros 57 mil votos.
Foi o governador eleito que convenceu Francischini a abandonar o sonho de presidir a Assembleia. Não quer perturbações que turvem a reeleição tranquila de Traiano. Como consolo, o deputado-delegado ganhou a promessa de Ratinho Jr. de ajudá-lo a conquistar o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em substituição ao veterano deputado Nelson Justus.
O afastamento de Francischini da disputa já havia sido assinalada por este Contraponto na semana passada:

O Franceschini não tem credibilidade, É um vendido, trabalha para o bem próprio, o eleitor otário é que acredita nele.
Entre atores e plateia, alertamos o Batman que a “Cutia perdeu o rabo de tanto fazer favores”.