O governador Ratinho Jr assinou nesta quarta-feira (2) decreto que exonera todos os ocupantes de cargos comissionados do Poder Executivo, num total de 3.354 servidores. A decisão, que já havia sido anunciada antes mesmo da posse, é a primeira medida administrativa tomada pelo novo governo.
A ação visa atender o novo desenho da máquina pública, que conta agora com 15 secretarias ao invés das 28 que funcionavam anteriormente. Todas as contratações e reconduções serão adequadas ao modelo de gestão e definidas pelos novos secretários e dirigentes de órgãos públicos, de acordo com a orientação do governador de reduzir a máquina e privilegiar a eficiência.
Em entrevista coletiva que deu pouco antes da reunião do secretariado, na tarde desta quarta-feira (2), Ratinho se manifestou surpreso com o fato – que disse desconhecer antes – de o Paraná ter proporcionalmente o menor número de servidores comissionado. “Temos pouco mais de 3 mil, mas para vocês terem ideia o Distrito Federal tem 16 mil comissionados”, disse. Ouça:
A ideia inicial, propagada durante a campanha, era de enxugar a máquina e reduzir o número de comissionados. As secretarias diminuíram de 29 para 15, mas as despesas com servidores de livre nomeação tendem a continuar no mesmo nível. Segundo Ratinho, talvez haja redução dos cargos de confiança, mas pode haver aumento de salários para algumas funções como forma de atrair para o governo pessoas com mais alta qualificação. Ou seja: é possível que a redução de despesa neste setor não seja tão grande (ou até inexistente) quanto prometia.

Bons tempos quando se tinha funcionários de carreira nos postos chaves, sem gratificação, e com funcionários suficientes para tocar a maquina.
Ainda assim é um número absurdamente alto. Alemanha tem 700 cargos em Comissão, para se ter um exemplo apenas. O Brasil não pode ser parâmetro, se ele quer governar com seriedade mesmo.