O presidente Jair Bolsonaro (PSL) defendeu, ao deixar o Palácio do Alvorada, na manhã deste domingo (4), os parentes que nomeou em seus gabinetes durante os 28 anos de vida pública até agora. Segundo ele, jornalistas têm “mania” de achar que pessoas próximas a ele não prestam.
“Já botei parentes antes (da lei) do nepotismo. Quando eu casei com a Michelle, ela era funcionária minha e logo depois a demiti. Se vocês contassem a verdade, mas não contam”, respondeu o presidente, atacando os jornalistas.
Segundo informações do jornal O Globo, Bolsonaro nomeou 102 assessores da família ou com parentesco entre si – e muitos deles, segundo o jornal, com indícios de que não trabalharam efetivamente nos cargos – durante os 28 anos de vida pública, enquanto deputado no Congresso Nacional. Desde 1991, em seu primeiro mandato na casa, foram nomeados, ao total, 286 assessores para seu gabinete e de seus filhos. Destes, 22 eram integrantes diretos da família Bolsonaro. As informações foram verificadas em diários oficiais e com uso da Lei de Acesso à Informação.
O Palácio do Planalto, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro preferiram não comentar sobre o assunto. Já o advogado do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Frederick Wassef, disse que “a nomeação dessas pessoas ocorreu de forma transparente e de acordo com as regras da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj)”.
Para o chefe do Executivo, agora todos estão massacrando um dos meus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), indicado por ele para ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos. “Ele foi elogiado pelo Trump. E tem ministro que tem parente por ai. Qual o problema? Vocês foram buscar funcionário lá atrás, há 30 anos. É natural, colocar alguém que já está do meu lado. O Senado pode barrar meu filho sim, mas no outro dia eu posso colocar ele lá no lugar do Ernesto [ministro das Relações Exteriores]”, reagiu, claramente irritado. (Do portal Metrópoles)

E quando foi que o tal “jornalismo ideológico da pior espécie”, deu sossego ao PT e ao Lula? Se o comentarista acima tem memória curta, basta pesquisar edições dos últimos vinte anos da Veja, Isto É, Estadão, Folha de SP, O Globo, Gazeta do Povo, e etc. Então o jornalismo virou lixo só porque agora bate no Bolsonaro? Ele é a bola da vez, isso faz parte dos ônus do cargo que ocupa. Vida de vidraça nunca foi fácil mesmo.
Esse é o jornalismo ideológico da pior espécie, o mesmo que durante os últimos 20 anos aceitou calado todas as canalhices lulodilmopetistas. Lixo.