A pressão de representantes da construção civil sobre o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, foi o principal motivo para o adiamento do anúncio da liberação dos saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A informação é do jornal Folha de S. Paulo.
Desde que a intenção de anunciar a medida veio a público, representantes do setor, liderados pela Câmara Brasileira da Indústria e Construção (CBIC), reclamaram para Onyx que não tinham sido consultados pelo Ministério da Economia sobre as mudanças que, para eles, poderão agravar ainda mais a situação financeira das empresas do ramo.
Nas conversas com Onyx, eles mostraram que, anualmente, o fluxo de entradas e saídas do FGTS costuma ser de cerca de R$ 100 bilhões e que um saque da ordem de R$ 30 bilhões, valor estimado pelo governo, poderá comprometer o financiamento da construção por meio do FGTS.
As construtoras alegam que já estão endividadas e sem perspectiva de novos projetos diante da estagnação da economia.
Por isso, Onyx foi o porta-voz do anúncio do adiamento da medida para a próxima semana, horas depois de o presidente Jair Bolsonaro afirmar que as mudanças seriam anunciadas ainda nesta quinta-feira (18).
O ministro pediu que o setor seja consultado pela equipe econômica para apresentar os números antes do anúncio. Segundo Onyx, uma medida provisória será editada até o fim da próxima semana.
