“Quem vive a vida pública sabe que, especialmente quando se aproxima um período eleitoral, infelizmente surgem pessoas de má-fé, criando fatos e narrativas para atingir reputações e desgastar adversários por meio de redes sociais e também da imprensa”, afirmou Tico Kuzma (PSD), presidente da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), no início da sessão plenária desta segunda-feira (29). O pronunciamento foi feito após o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumprir medida judicial em seu gabinete e na Presidência da Câmara, na manhã desta segunda-feira.
Em sua manifestação, Kuzma disse que ainda não foi formalmente comunicado sobre os fatos que motivaram a medida e que está buscando informações junto às autoridades competentes. “Neste momento, ainda não tenho conhecimento formal sobre os fatos que motivaram a medida. Estou buscando imediatamente as informações necessárias junto às autoridades competentes para compreender com clareza o teor da investigação”, declarou.
Antes de falar em nome próprio, o presidente da CMC leu um comunicado institucional da Câmara de Curitiba. No texto, o Legislativo informa que autorizou o acesso às suas dependências “em atendimento à solicitação da autoridade competente” e que permanece “à disposição para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos necessários”.
Ao tratar da condução institucional do episódio, Tico Kuzma afirmou que a Câmara manterá uma postura de colaboração com as autoridades. “Como presidente da Câmara Municipal de Curitiba, faço questão de reforçar que a instituição permanece à disposição para colaborar com tudo que for necessário, com responsabilidade, transparência e respeito às autoridades”, disse. Segundo ele, assim que houver conhecimento oficial dos fatos, serão prestados esclarecimentos à população, à imprensa e aos vereadores.
Kuzma também afirmou ter pressa em conhecer oficialmente o teor da investigação, justamente para enfrentar o que classificou como tentativa de desgaste político. “É justamente por isso que tenho pressa em conhecer oficialmente todos os fatos e faço questão de manter uma linha direta, transparente e respeitosa com a imprensa e com a população”, declarou.
No pronunciamento, o presidente da CMC defendeu sua trajetória pública e pessoal. “Tenho orgulho da minha trajetória, da minha fé, dos meus valores cristãos e de sempre ter pautado minha vida pública e pessoal pela honestidade, pela retidão e pelo trabalho”, afirmou. “Nenhuma tentativa de ataque, venha de onde vier, vai me desviar da minha responsabilidade com Curitiba, com a Câmara Municipal e com as pessoas que confiam no nosso trabalho.”
Ao encerrar a manifestação, Tico Kuzma afirmou que sua postura será de “absoluta tranquilidade, colaboração e compromisso com a verdade”. Em seguida, deu continuidade à ordem do dia da sessão plenária.
Nota oficial
Confira a íntegra da nota institucional da Câmara de Curitiba divulgada sobre o episódio:
A Câmara de Curitiba informa que, na manhã desta segunda-feira, 29 de junho, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumpriu medida judicial no gabinete do Vereador Tico Kuzma, e na presidência desta Câmara. A CMC autorizou o acesso às dependências do Legislativo, em atendimento à solicitação da autoridade competente, e permanece à disposição para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos necessários. Até o momento, a Câmara Municipal de Curitiba não foi formalmente comunicada sobre os fatos que motivaram a medida. Assim que houver informações oficiais, a instituição prestará os devidos esclarecimentos à população e à imprensa, com transparência e responsabilidade.
