Completa cinco anos nesta quarta-feira (29) a repressão à manifestação de professores da rede estadual de ensino no Centro Cívico, em Curitiba, durante o governo de Beto Richa (PSDB). Duzentas pessoas ficaram feridas e três, presas. A manifestação estava sendo realizada na frente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) contra mudanças na previdência para os servidores do Estado.
A Polícia Militar do Paraná (PMPR) ocupou a Praça Nossa Senhora de Salete para impedir a entrada dos manifestantes no prédio da Alep. O cenário de guerra começou por volta das 15 horas do dia 29 de abril de 2015,quando manifestantes, aos gritos de “sem violência” e “ei, polícia, prende o Beto Richa” começaram a forçar grades que faziam o isolamento da Alep, enquanto os deputados estaduais começaram a a sessão para votar o projeto de lei que altera a Paraná Previdência, e que, segundo os professores, acarretaria perda de benefícios. Agressões com cassetete e jatos de spray de pimenta foram registrados. Alguns dos atingidos revidaram contra a polícia, atirando copos de água vazios. A resposta veio com uso de bombas e balas de borracha, que continuaram a ser lançados de forma ininterrupta durante mais de uma hora. Uma creche localizada na região foi atingida, e funcionários e crianças presentes precisaram ser retirados às pressas.
O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), determinou a prefeitura fosse evacuada para atender aos feridos, que também receberam os primeiros socorros no Tribunal de Justiça. Seis escolas que ficam na região suspenderam as aulas. “Parece uma praça de guerra!”, disse Fruet, que fazia oposição do Governo estadual. Segundo ele, 34 pessoas foram encaminhadas a hospitais e mais de 100 foram atendidas na prfeitura. Ambulâncias não foram suficientes para o atendimento e a Guarda Municipal também fora acionada para auxiliar os feridos.
