Centenas de viaturas da Polícia Civil estão no entorno do Palácio Iguaçu. Com giroflex e sirenes ligados, protestam contra o não cumprimento da data-base e aplicação de reajuste de 4,94% nos salários dos servidores públicos estaduais. Caminhões de som transmitem discursos das lideranças da categoria.

Enquanto isso, o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Hussein Bakri, afirma que tem sido o interlocutor do governo e se mantido aberto ao diálogo com o Fórum das Entidades Sindicais do Paraná (FES) desde o início do atual mandato.

No entanto, Bakri é taxativo em afirmar que, se houver deflagração de greve por parte dos servidores, qualquer negociação com o governo estará automaticamente encerrada.

Bakri defende que já houve avanços, como o não desconto salarial da paralisação de 29 de abril e a revogação da decisão da PGE que prejudicava os PSSs. Além disso, ele vê com estranhamento a possibilidade de greve com apenas seis meses de mandato do governador Ratinho Junior (PSD). “A greve é o último instrumento que você usa. Não estamos com salários atrasados nem nada. O governo ficou de fazer uma proposta até o fim do mês, e não está em pauta só o reajuste. Agora, se houver greve, zera toda a conversa, claro.”