Polícia Civil explica operação contra a empresa JMK

A Divisão de Combate à Corrupção, da Polícia Civil do Paraná, deflagrou nesta terça-feira (28) uma operação, chamada “Peça Chave”, contra a empresa JMK, suspeita de  fraudar um contrato de manutenção de 17 mil veículos de 52 órgãos do Estado. A operação cumpriu 14 mandados de prisão temporária (com prazo de cinco dias), 29 de busca e apreensão, além de ter solicitado o bloqueio de R$ 125 milhões, montante que corresponde aos desvios já identificados. Todos os pedidos foram acatados pela 8ª Vara Criminal de Curitiba.

A Polícia Civil suspeita que as supostas atividades criminosas envolviam os proprietários da empresa e um grupo estruturado de dezenas de pessoas, em diversos setores, mas principalmente no orçamentário. As fraudes teriam começado em 2015, quando a JMK foi contratada pelo Governo após vencer um pregão presencial com a obrigação de promover serviços de manutenção preventiva e corretiva da frota de veículos do Estado.

Segundo o delegado Alan Flore, chefe da Divisão de Combate à Corrupção e responsável pela investigação, as diligências envolveram os cinco núcleos estaduais na capital e no interior. “Temos agora um conjunto probatório formado. Verificamos milhares de ordens de serviço e levantamos todas as fraudes que estavam sendo perpetradas de forma permanente e institucionalizada”, comentou.

A JMK, segundo a PC, atuava sobre a confecção de dois orçamentos falsos, adulteração fraudulenta, inserção de dados inexistentes no sistema de controle, direcionamento para oficinas da rede credenciada, instalação de peças alternativas e faturamento de peças genuínas, ocultação e dissimulação de patrimônio, além de cobrança por serviços não prestados.

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