(por Ruth Bolognese) – A lembrança que fica do ex-deputado Luciano Pizzatto, falecido esta madrugada em Brasília, é a de um curitibano por excelência. Formal, discreto, conservador – tanto no comportamento pessoal como político – chegou ao auge da carreira quando se candidatou a prefeito de Curitiba em 1992, pelo PFL. Concorreu com Rafael Greca, vencedor, e Maurício Fruet, e ficou em terceiro lugar. Num determinado momento da campanha, quando Greca e Fruet começaram a se digladiar, chegou a aparecer nas pesquisas como favorito.
Depois disso, tratou a carreira política mais nos bastidores e na última eleição ensaiou, mais uma vez, sair candidato a prefeito, pelo PRTB e desistiu para apoiar a filha do ministro da Saúde, Maria Victória.
Também foi um estudioso das questões ambientais, até pela profissão, de engenheiro florestal, mas jamais se colocou na posição de ecologistas radicais ou defensores da natureza a todo custo. Era mais low profile, e respeitou as características da vocação paranaense para o agronegócio.
Amigo pessoal da vice-governadora Cida Borghetti, por conta da atividade parlamentar de ambos, poderia vir a ocupar posição importante no governo interino.
Mas como diz um antigo provérbio inglês, “a morte nos surpreende em meio às nossas esperanças”. Foi embora cedo, o Pizzatto, com 60 anos.

quase???
em 1992, Greca fez 324.348 votos, Fruet 144.479 e o Pizzato 76.742! você chama isso de QUASE?? hahahahahahhahahaha
As florestas sentirão sua falta