PF deflagra nova fase da Operação Mafiusi; secretário de Maringá estaria envolvido

A Polícia Federal cumpriu na manhã desta quinta-feira (16) três mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão em Curitiba, Maringá, São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Ribeirão Pires, Peruíbe e Jardinópolis (SP), expedidos pela 23ª Vara Federal de Curitiba. Estaria envolvido o secretário municipal de Finanças de Maringá, Carlos Augusto Ferreira, que pediu afastamento do cargo e manifestou surpresa com a operação.

Também foram decretadas medidas patrimoniais de sequestro de imóveis, bloqueio de bens e valores existentes nas contas bancárias e aplicações financeiras dos investigados, que totalizam até o presente momento um valor estimado de aproximadamente R$ 13.890.000,00.

Carros de luxo, entre eles Ferraris, BMWs, Porsches, Mercedes e uma Harley-Davidson, além de relógios de grife e imóveis de alto padrão foram apreendidos pela Polícia Federal.

A nova fase da Operação Mafiusi tem como objetivo desarticular o núcleo financeiro da organização criminosa investigada, responsável por operacionalizar a movimentação, contabilidade e lavagem do dinheiro proveniente do narcotráfico internacional, utilizando-se de metodologias variadas e uma complexa rede de pessoas físicas e jurídicas por meio da qual movimentam cifras multimilionárias em diversas contas bancárias.

A continuidade do trabalho investigativo constatou ainda fortes indícios de que a liderança da organização criminosa aplicou o dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas na aquisição de um time de futebol, por meio de interposta pessoa com histórico criminal, além de outros elementos probatórios que demonstram a ininterrupção das remessas de cocaína para o exterior e confirmam as conexões com a alta cúpula de uma facção criminosa originária do Estado de São Paulo.

Colaboração

Carlos Augusto Ferreira divulgou a seguinte nota de esclarecimento:

“Hoje, 16 de outubro de 2025 as 06:30 da manhã fui surpreendido por equipe da Polícia Federal, equipe de Londrina, com um mandado de busca e apreensão, em minha residência, os quais foram recebidos e nos colocamos a disposição tendo colaborado com as autoridades naquilo que me foi solicitado.
Desconheço do que se trata pois não tivemos, ainda, acesso ao conteúdo do Inquérito que corre na 23ª Vara Federal de Curitiba sob sigilo, apenas sabemos que os fatos iniciais são de 2022, tendo o número IPL 2022.0054361-SR/DPF/PR, neste período minha única ocupação era como Executivo do Grupo Empresarial de Saúde Nacional, não tendo outra atividade empresarial, consultoria ou participei de Conselhos de Administração de qualquer empresa.
Em minha residência, posso afiançar, que nada ilícito ou obtido de forma torpe foi encontrado e vamos ultimar esforços com nosso advogado para ter maiores detalhes e esclarecer os fatos.
No meu histórico profissional, como Executivo Sênior e Empreendedor a décadas nenhuma mazela foi identificada, assessorei diversos clientes em assuntos específicos nas competências que possuo, fusões, aquisições e melhoria de performance.
Saliento que esta fase de inquéritos diz respeito a prospecção probatória onde não se pode exercer o amplo de direito de defesa ou, ainda no meu caso, qualquer obstaculização e ações das autoridades, o que respeito e respeitarei sempre.
Assim que tivermos acesso ao inquérito policial informaremos maiores detalhes.
Na condição de Secretário Municipal da Fazenda solicitei ao Sr Prefeito licença para ter acesso e compreender o teor do Inquérito e providenciar minha defesa naquilo que couber e certamente demonstrará total isenção e nenhuma ligação com os fatos em Investigação. CARLOS AUGUSTO FERREIRA”.

(Informações do blog MaringáNews).

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui