“Trackings” de uma das campanhas ao governo do Paraná apontam que bastaram dois dias após a eclosão do cataclismo do dia 11 para que a intenção de voto em Beto Richa desabasse.
“Tracking” é uma técnica de pesquisa rápida, feita mediante disparos aleatórios de milhares de ligações telefônicas, que serve para medir a temperatura do eleitoral. É usual em todas as campanhas. Não seguem a mesma metodologia rigorosa das pesquisas de campo, mas fornecem dados que se aproximam da realidade e indicam caminhos para a definição imediata de estratégias de ação ou reação.
Os levantamentos, para fins exclusivamente internos e não registrados, que mostram que a manutenção da candidatura de Richa se tornou inviável, mostra também que há espaço para o surgimento de outra candidatura para ocupar o vácuo. Neste caso, a do pedetista Osmar Dias, que na véspera das convenções partidárias, no início de agosto, era candidato ao governo em situação de quase empate com o favorito Ratinho Jr. (PSD).
É desconhecida a disposição de Osmar Dias de voltar à política depois de, na ocasião, ter condenado os métodos de se fazer políticas, com os quais não compactua.

Mesmo que seja solto não consegue mais fazer campanha. Tornou-se um “espalha roda”. Capaz de que nem mesmo o mais agradecido dos prefeitos queira recebe-lo em sua cidade.