Pergunta que não cala: Beto manterá candidatura?

Candidato a senador pelo PSDB, Beto Richa é reu em alguns processos, está sendo investigado em outros e, agora, preso. Não foi condenado em nenhuma ação penal em segunda instância e, portanto, sua situação não se assemelha a de Lula, por exemplo, declarado inelegível pela Justiça Eleitoral.

Portanto, nada impede legalmente Richa de manter a candidatura. A questão se resume apenas à conveniência político-eleitoral. Ainda que se abram as portas do “Coronel Dulcídio” neste sábado, quando termina o prazo da prisão temporária que foi decretada contra ele, Beto se arriscaria a manter o registro e voltar à campanha?

A governadora Cida Borghetti, cabeça da chapa em que a candidatura de Richa está inscrita para o Senado, já afirmou que ter a companhia dele se tornou uma situação “desconfortável” – assim, certamente, será também desconfortável para prefeitos, cabos eleitorais e simpatizantes que tinha espalhados por todo o estado.

Não se trata de fazer pré-julgamentos, de cravar que Beto Richa é mesmo culpado pelos ilícitos que lhe são imputados, já que nenhum caso foi ainda julgado. Pelo direito, deve prevalecer a presunção de inocência e não a presunção de culpa – até prova em contrário.

Direito e política, no entanto, são campos distintos. Na política costuma prevalecer a presunção de culpa e, neste caso, sair por aí pedindo votos após as graves denúncia que o levaram à prisão exatamente às vésperas da eleição é algo quase impensável. Mas possível, dependendo da vontade do candidato ou do seu partido.

A constrangedora situação deve ser decidida com rapidez. Faltam apenas 25 dias para a eleição de 7 de outubro.

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