Parentesco da esposa seria o motivo para Moro se livrar da Operação Integração

Sergio Moro é um juiz muito precavido: não aceitou julgar o processo referente à Operação Integração, aquele que o Ministério Público Federal (MPF) incluiu como sendo da 48.ª fase da Operação Lava Jato e que investigou esquema que envolveu o ex-diretor do DER com a pedageira Econorte, com participação da Odebrecht.

Moro alegou que os fatos não guardam relação com a Lava Jato e com a Petrobras e, por isso, o assunto não era com ele. Sua Vara, a 13.ª só cuida de Lava Jato. Como não tem nada a ver, mandou o processo para a 23.ª Criminal da Justiça Federal.

Se Sergio Moro não tivesse feito isso, lá na frente poderia ser considerado suspeito ou impedido de julgar o caso, pela simples razão de que uma das envolvidas no esquema – tanto na licitação para duplicação da PR-323 como associada ao consórcio Econorte – é a construtora Triunfo, cujo acionista maior é o empreiteiro Luiz Fernando Wolff de Carvalho.

Luiz Fernando é primo de Rosangela Wolff Moro, mulher de Sergio Moro. A relação de parentesco, ainda que indireto e “distante”, poderia ser motivo para se declarar impedido ou para um terceiro interessado suscitar sua suspeição. Moro, ao que parece, preferiu outra saída: disse que, além de já estar com muito trabalho com os processos de que já cuida, ainda entendeu que, apesar das semelhanças, o processo não se enquadra na Lava Jato.

Nos dois casos examinados pela Operação Integração, o ex-governador Beto Richa tem seu nome citado. Há um delator explosivo e tão aborrecido com Richa quanto o ex-diretor da Educação Maurício Fanini, que nominou o ex-chefe e amigo como beneficiário do desvio de verbas investigado pela Operação Quadro Negro.

O delator desta operação que implica a Triunfo e o sócio Wolff chama-se Nelson Leal Jr., ex-diretor do DER, amigo e assessor de Beto Richa desde os tempos em que este era vice-prefeito de Curitiba e secretário municipal de obras.

4 COMENTÁRIOS

  1. É até ver engraçado ver celeridade ou a lentidão das “instituições” diante de determinados fatos. Um exemplo é a justiça diante de petistas e tucanos. Gleisi e o maridão serão julgados na semana que vem por terem recebido propina da Odebrecht para a última campanha. Geraldo Alckmin, na mesma situação será enquadrado como caixa 2 e julgado (?) pela justiça eleitoral. A Polícia Federal, tão eficiente para acusar o reitor da UFSC (sem provas, diga-se) entre outros feitos bombásticos, foi incapaz de perseguir o gorducho Rocha Loures num táxi carregando uma mala de dinheiro. Agora, o juiz ostentação, sempre tão disposto para viajar aos Estados Unidos e a eventos patrocinados pelo LIDE (Dória), editora Abril, diz-se fatigado. Justamente quando cai em seu colo um processo contra Beto Richa, ex-prefeito da República de Curitiba. É realmente esclarecedor.

  2. “Sergio Moro é um juiz muito precavido”

    Concordo integralmente. Por isso foi tirar foto com o aecio, receber medalha do vampirão, foi dar entrevista pro canal do psdb paulista, passear com o candidato tucano de SP, para que não restasse dúvida de que lado ele esta e a quem ele serve.

    “Moro alegou que os fatos não guardam relação com a Lava Jato e com a Petrobras”

    E o ContraPonto acreditou? E ta dando uma ajudada na imagem de quem não merece? Por que então um tríplex do Guarujá sem a menor vinculação real com a lava jato e a Petrobras ou um sitio em SP, Idem, tão na mão dele e ele não larga? O Huguinho, Zezinho e Luizinho do TRF4ª tiveram que marretar a decisão nas coxas pra tentar arrumar um vincula.

    Agora que provavelmente os vínculos não são tão difíceis o juiz tucano empurrou pra frente pois ai fica mais fácil de enrolar como foi feito em MG com o Azeredo que levou quase que uns 20 anos entre o crime e a prisão.

    Mas não é pra isso que ele esta ai, pra ser tigrão com o PT e o Lula e ser Tchutchuca com o psdb?

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui