Para Bolsonaro, medidas restritivas são “estado de sítio”

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Depois de o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), decretar toque de recolher, o presidente Jair Bolsonaro disse nessa quinta-feira  (11) que esta é uma medida de “estado de sítio” e que somente ele, na condição de presidente da República, poderia tomar, mediante consulta ao Congresso Nacional. Em videoconferência com parlamentares da Frente da Micro e Pequena Empresa, Bolsonaro criticou a medida e outras ações restritivas adotadas por governadores nos Estados para conter o avanço da pandemia.

A crítica do presidente começou pelo Distrito Federal, que, na última segunda-feira (8), decretou toque de recolher das 22h às 5h, até o próximo dia 22, devido ao risco de colapso nos hospitais. “Até quando nós vamos resistir a isso daí? Aqui no DF toma-se medida por decreto de estado de sítio [sobre toque de recolher]. De 22h às 5h da manhã ninguém pode andar. Só eu poderia tomar medida dessa e, assim mesmo, ouvindo o Congresso Nacional. Então, na verdade, medida extrema dessa, só o presidente da República e o Congresso Nacional poderiam tomá-la. E nós vamos deixando isso acontecer”, afirmou.

Bolsonaro também voltou a criticar decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que deu aval para estados e municípios — além da União — adotarem medidas restritivas no contexto da pandemia, e disse que governadores estão adotando restrições mais duras que prefeitos, com impacto negativo na economia, fazendo referência à interrupção de jogos de futebol, anunciada pelo governo de São Paulo. “Até quando nós podemos aguentar essa irresponsabilidade do lockdown? Estou preocupado com vidas, sim. “O efeito colateral do combate ao vírus está sendo mais danoso do que o próprio remédio. Lockdown não é remédio”, acrescentou o presidente. (Do Metro 1).

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